R$ 11,1 mi é o valor das principais construções que se arrastam nos dois
municípios; Obra prometida para o final de 2008 ainda não foi entregue
aos moradores de Sumaré
"Em breve, a cidade contará com uma unidade especializada no atendimento de urgência e emergência, melhorando assim o acesso à saúde". Com esta frase, o prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), anunciou a construção de um novo pronto-socorro na cidade, no Jardim Macarenko, que ajudaria a resolver os problemas de muitos sumareenses. Tal frase, no entanto, foi dita há quase seis anos, mais precisamente em 10 de novembro de 2006. Até hoje, o Pronto-Socorro não melhorou o acesso à saúde e o motivo é simples. Não está pronto.
Assim como Sumaré, outra cidade da RPT (Região do Polo Têxtil), Hortolândia, coleciona atrasos em obras voltadas à saúde pública. Os valores das principais construções que se arrastam nos dois municípios somam a quantia de R$ 11,1 milhões. As obras do novo Pronto-Socorro de Sumaré já se tornaram alvo de deboche por parte dos moradores. Para muitos, a história virou novela. Com entrega programada para o final deste ano, quando se encerra o mandato de Bacchim, a finalização do PS era prevista para 2008 e orçada em R$ 3,2 milhões.
Em outubro do ano passado, um temporal com ventos de mais de 100 quilômetros por hora causou estragos na cidade e danificou grande parte da estrutura do PS Municipal. O alto custo da reforma fechou o antigo PS e impulsionou a retomada das obras no Macarenko. Logo após as chuvas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve em Sumaré para anunciar recursos para a compra de equipamentos e para a finalização do pronto-socorro. Pouco depois do anúncio, há três meses, operários voltaram a trabalhar no local. A decisão pela retomada foi elogiada pelo então secretário da época, Roberto Vensel, e gerou alívio na população, mas o atraso não deixou de ser criticado. "Já faz tanto tempo que prometeram, mas só vou acreditar quando o lugar estiver funcionando", afirmou um morador do bairro, durante a visita de Alckmin.
Hortolândia
Na cidade de Hortolândia, as principais obras atrasadas somam R$ 7,9 milhões. A mais cara delas, o Centro de Saúde no Jardim Nova Hortolândia, está em fase de acabamento, mas devia ter sido entregue há quase dois anos, em setembro de 2010. Uma notícia datada de 22 de fevereiro de 2011, elaborada pelo Departamento de Comunicação da Prefeitura, anunciava que o Centro estava 80% finalizado. Fora as pichações e o mato alto, um ano depois, a situação não parecia ter mudado.
Segundo o presidente do Conselho Municipal de Saúde da cidade, José Carlos de Oliveira, alguns erros na execução da obra forçaram a adaptação a um novo projeto, que teve de ser encaminhado ao governo federal para análise e ratificação."Está tudo encaminhado. Faltam pouquíssimas coisas", garantiu. A Prefeitura não deu prazo para conclusão.
Ainda em Hortolândia, o Centro de Especialidades Médicas, próximo ao Residencial Green Park, devia ter sido finalizado em novembro de 2010. Orçado em pouco mais de R$ 3 milhões, atualmente, o local estava abandonado até pouco tempo. Do lado de dentro das grades, o alicerce e as paredes já estão prontas. O acesso ao lugar, no entanto, só é possível através de uma estrada de terra, em situação precária. Segundo a Administração, o atraso também se deve a mudanças técnicas no projeto inicial da unidade, que foram solicitadas ao Ministério da Saúde. A necessidade foi identificada no decorrer da construção e, agora, a cidade aguarda o órgão federal aprovar a alteração para dar continuidade à obra.
Anexo ao Centro de Especialidades, o Centro de Referência da Mulher, orçado em R$ 724 mil, teve as obras "aceleradas" pela Prefeitura logo após o LIBERAL noticiar a ausência de trabalho no local. Previsto para ser entregue em novembro do ano passado, a unidade recebe serviços de acabamento e, segundo o secretário de Obras, Marcelo Zanibon, deve ser entregue ainda neste semestre.
Sumaré enfrenta problemas estruturais
Além do atraso com o Pronto-Socorro do Jardim Macarenko, Sumaré enfrenta problemas estruturais e de recursos humanos. O secretário de Saúde, José Eduardo Bourroul, já admitiu em entrevista ao LIBERAL a dificuldade que a cidade enfrenta para contratar médicos para atuar nos PSFs (Programas de Saúde da Família). O próprio prefeito, José Antonio Bacchim (PT), também se diz ciente de que "a saúde não está bem".
Na Câmara dos Vereadores de Sumaré, parlamentares da oposição frequentemente questionam a falta de aparelhos para a realização de exames, falta de médicos especialistas e falta de medicamentos. Esta última foi confirmada pela Prefeitura ao vereador Décio Marmirolli (PSDB). No ofício enviado à Câmara dos Vereadores e ao parlamentar, a pasta afirmou que alguns itens do material de enfermagem estão disponíveis em quantidades pequenas. Sendo assim, é dada prioridade para atendimento dos serviços de urgência e emergência.
O município já registrou também falta de luvas para consultas odontológicas, entrega inadequada de medicamentos feita sem a supervisão de farmacêuticos ou auxiliares, aparelho de encefalograma com avarias, entre outros. Em março, a suspensão de exames laboratoriais, como a coleta de sangue, motivou a convocação do secretário de Saúde para dar explicações aos vereadores na Câmara Municipal. A iniciativa partiu da bancada de oposição e foi rejeitada pela maioria aliada ao governo.
Conselhos buscam alternativas para a saúde
Em entrevista ao LIBERAL, os presidentes dos Conselhos Municipais de Saúde de Sumaré e Hortolândia avaliaram a situação do setor em cada cidade. O presidente sumareense, José Luiz Crepaldi, cobra melhora na atenção básica dos PSFs (Programa de Saúde da Família) e fala em reforçar a prevenção. "Não adianta lotar o pronto-socorro de médicos para trabalharem com doenças. Se você trabalhar com a prevenção, não terá um PS lotado", afirmou. Segundo ele, o Conselho atua acompanhando o trabalho nas unidades. "Fazemos avaliações, reivindicações e indicações. Tentamos direcionar da melhor maneira possível como gastar o dinheiro do orçamento da saúde".
Crepaldi diz que cobra a presença de médicos nos postos de saúde dos bairros para que não haja a necessidade de a população ir ao pronto-socorro. "O Conselho trabalha para diminuir as filas. Acabar é difícil", afirma ele. O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Hortolândia, José Carlos de Oliveira, aponta para a alta demanda na rede de saúde da cidade. "A situação seria confortável se nós atendêssemos somente a população do nosso município. Temos um número razoável de médicos, mas Campinas, Paulínia e Monte Mor estão sufocando a gente", diz ele.
Hoje, a Prefeitura realiza um concurso público para preencher, além de diversas áreas, os cargos de especialidades médicas. Oliveira espera que a cidade consiga contratar mais profissionais para a rede de saúde. "Faltam médicos e alguns não querem trabalhar na rede pública por causa dos salários. Na área da saúde, temos que matar dez leões por dia para sobreviver", lamenta.
O Liberal, 22/04/2012
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domingo, 22 de abril de 2012
Criança engasga e é salva por PMs em Sumaré
Bebê de um ano e um mês foi reanimado pelos policiais e levado ao Hospital Estadual de Sumaré, onde se recupera
Dois soldados da 1ª Companhia da Policia Militar de Sumaré ajudaram a salvar, ontem de manhã, uma criança de 1 ano e um mês que perdeu os sentidos depois de engasgar com o próprio vômito. Os PM's estavam em patrulha na região central da cidade, quando foram solicitados no trânsito pela mãe da menina, Aline Silvia da Conceição, de 26 anos, e um vizinho que a ajudava. Os policiais prestaram os primeiros socorros e conseguiram reanimar Sara Kerem Vitória Peres antes de chegar ao Hospital Estadual Doutor Leandro Franceschini. Depois de ser internada e medicada, a menina foi liberada e se recupera em casa.
A ocorrência foi atendida pelo cabo Eliel Calisto de Souza, de 30 anos, e pelo soldado Marcelo Márcio Barbosa Pinheiro, de 39. Souza contou que ele e o soldado estavam na Praça da República, por volta das 10h, realizando o patrulhamento de rotina. "Nós estávamos na área central, quando nos deparamos com a mãe e a criança desacordada no colo, pedindo ajuda. Ela nos disse que a filha havia engasgado e perdido a consciência", relatou o cabo ao LIBERAL.
A mãe e um vizinho saíam com um carro para o hospital, quanto encontraram a viatura no trânsito. "Descemos do carro e pedimos ajuda aos policiais. Foi ótimo. Só o fato deles estarem junto com a gente já ajudou, porque a viagem foi mais rápida e, quando chegamos ao hospital, minha filha foi imediatamente atendida", explicou a mãe, Aline Silvia da Conceição. Segundo ela, a filha teria se engasgado com um pedaço de melancia.
Na viatura da PM, os policiais fizeram os primeiros atendimentos durante o caminho e avisaram a equipe médica do hospital. "A princípio, íamos para o CIS (Centro Integrado de Saúde) de Nova Veneza, mas no caminho, a boca dela começou a ficar roxa e a pulsação muito fraca. Quase não estava respirando. Fizemos os procedimentos básicos, batendo nas costas para tentar desobstruir as vias aéreas da criança", disse Souza.
Quando chegaram ao Hospital Estadual, Sara já havia recobrado a consciência e foi atendida por uma pediatra. A menina ficou em observação e foi liberada no final da tarde. Segundo a mãe, a médica suspeitou de virose, mas não houve um diagnóstico que confirmasse.
O cabo Souza, policial há dez anos, e o soldado Pinheiro, com 16 anos de carreira, disseram que situações parecidas já lhes ocorreram, mas nunca com uma criança tão nova. Eles ficaram contentes pela ajuda. "Ganhei o dia. Tenho uma filha e a gente espera que quando aconteça algo, alguém também ajude. Ficamos felizes ao chegar ao hospital e ver que nosso esforço valeu a pena", comemorou Souza.
O Liberal, 17/04/2012
Dois soldados da 1ª Companhia da Policia Militar de Sumaré ajudaram a salvar, ontem de manhã, uma criança de 1 ano e um mês que perdeu os sentidos depois de engasgar com o próprio vômito. Os PM's estavam em patrulha na região central da cidade, quando foram solicitados no trânsito pela mãe da menina, Aline Silvia da Conceição, de 26 anos, e um vizinho que a ajudava. Os policiais prestaram os primeiros socorros e conseguiram reanimar Sara Kerem Vitória Peres antes de chegar ao Hospital Estadual Doutor Leandro Franceschini. Depois de ser internada e medicada, a menina foi liberada e se recupera em casa.
A ocorrência foi atendida pelo cabo Eliel Calisto de Souza, de 30 anos, e pelo soldado Marcelo Márcio Barbosa Pinheiro, de 39. Souza contou que ele e o soldado estavam na Praça da República, por volta das 10h, realizando o patrulhamento de rotina. "Nós estávamos na área central, quando nos deparamos com a mãe e a criança desacordada no colo, pedindo ajuda. Ela nos disse que a filha havia engasgado e perdido a consciência", relatou o cabo ao LIBERAL.
A mãe e um vizinho saíam com um carro para o hospital, quanto encontraram a viatura no trânsito. "Descemos do carro e pedimos ajuda aos policiais. Foi ótimo. Só o fato deles estarem junto com a gente já ajudou, porque a viagem foi mais rápida e, quando chegamos ao hospital, minha filha foi imediatamente atendida", explicou a mãe, Aline Silvia da Conceição. Segundo ela, a filha teria se engasgado com um pedaço de melancia.
Na viatura da PM, os policiais fizeram os primeiros atendimentos durante o caminho e avisaram a equipe médica do hospital. "A princípio, íamos para o CIS (Centro Integrado de Saúde) de Nova Veneza, mas no caminho, a boca dela começou a ficar roxa e a pulsação muito fraca. Quase não estava respirando. Fizemos os procedimentos básicos, batendo nas costas para tentar desobstruir as vias aéreas da criança", disse Souza.
Quando chegaram ao Hospital Estadual, Sara já havia recobrado a consciência e foi atendida por uma pediatra. A menina ficou em observação e foi liberada no final da tarde. Segundo a mãe, a médica suspeitou de virose, mas não houve um diagnóstico que confirmasse.
O cabo Souza, policial há dez anos, e o soldado Pinheiro, com 16 anos de carreira, disseram que situações parecidas já lhes ocorreram, mas nunca com uma criança tão nova. Eles ficaram contentes pela ajuda. "Ganhei o dia. Tenho uma filha e a gente espera que quando aconteça algo, alguém também ajude. Ficamos felizes ao chegar ao hospital e ver que nosso esforço valeu a pena", comemorou Souza.
O Liberal, 17/04/2012
Sumaré sofre para conseguir médicos para unidades
Prefeitura solicitou 9 profissionais ao governo federal, mas só 3 foram encaminhados e 2 disseram não ao programa
O secretário de Saúde de Sumaré, José Eduardo Bourroul, admitiu a dificuldade na contratação de médicos para atuarem nas unidades do PSFs (Programa Saúde da Família) do município em entrevista exclusiva ao LIBERAL. Segundo Bourroul, a carência de profissionais é quase total, o que prejudica o atendimento em muitas unidades. A Secretaria de Saúde informou que, no mês passado, nove médicos foram solicitados ao Ministério da Saúde, por meio do Provab (Programa de Valorização do Profissional). Mesmo assim, ainda não houve sucesso na contratação. Somente três foram encaminhados pelo governo federal. Dois deles recusaram a trabalhar no município e a Prefeitura aguarda a resposta do terceiro. O secretário não soube precisar o déficit de profissionais.
As dificuldades ocorrem, inclusive, através dos concursos municipais. Bourroul revelou que no último, realizado em setembro do ano passado, houve aprovações, mas ninguém assumiu as vagas. O secretário ressaltou que não vê problemas com os salários oferecidos, mas acredita que a falta de interesse por parte dos profissionais contribui para a carência do setor. "A impressão que me dá é de que o médico não quer ficar preso a um contrato de trabalho. Ele vai para onde terá mais benefícios", frisou.
Em Sumaré, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Saúde, a Prefeitura paga R$ 35 por hora trabalhada nos PSF's. A carga semanal total varia de 20 a 30 horas e prevê uma premiação sobre o tempo trabalhado. Um novo concurso dependerá de quantas vagas restarem e só poderá ser realizado após vencido o prazo do concurso de setembro. "É uma carência quase total. Psiquiatra, por exemplo, não tem e não é só aqui. Ginecologista e pediatra, também não. As especialidades são as mais complicadas, de um modo geral", lamentou Bourroul.
Empresa
No mês passado, a Prefeitura contratou a RPS Clínica Médica Ltda, que terá a missão de recrutar e selecionar médicos para atuar na cidade. O valor da contratação é de R$ 19,2 milhões e, segundo o secretário de Saúde, não se trata de uma terceirização dos serviços. "É sufoco mesmo. Se eu não consigo através de concurso, tenho que contratar uma empresa para fornecer os médicos. Não posso ficar sem. O ideal seria que todo mundo fosse concursado", explicou. Ainda assim, a contratação é investigada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), que no ano passado pediu o fim do contrato da cidade com a Oscip ACCB (Associação Civil Cidadania Brasil), encerrado em dezembro.
Os problemas enfrentados na contratação de médicos se espalham por todo o país. Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), 1.228 municípios já pediram auxílio ao Ministério da Saúde, através do Provab, para conseguir preencher as vagas com profissionais recém-formados. Mesmo com as várias estratégias do governo, 233 cidades não atraíram nenhum profissional.
O Liberal, 17/04/2012
O secretário de Saúde de Sumaré, José Eduardo Bourroul, admitiu a dificuldade na contratação de médicos para atuarem nas unidades do PSFs (Programa Saúde da Família) do município em entrevista exclusiva ao LIBERAL. Segundo Bourroul, a carência de profissionais é quase total, o que prejudica o atendimento em muitas unidades. A Secretaria de Saúde informou que, no mês passado, nove médicos foram solicitados ao Ministério da Saúde, por meio do Provab (Programa de Valorização do Profissional). Mesmo assim, ainda não houve sucesso na contratação. Somente três foram encaminhados pelo governo federal. Dois deles recusaram a trabalhar no município e a Prefeitura aguarda a resposta do terceiro. O secretário não soube precisar o déficit de profissionais.
As dificuldades ocorrem, inclusive, através dos concursos municipais. Bourroul revelou que no último, realizado em setembro do ano passado, houve aprovações, mas ninguém assumiu as vagas. O secretário ressaltou que não vê problemas com os salários oferecidos, mas acredita que a falta de interesse por parte dos profissionais contribui para a carência do setor. "A impressão que me dá é de que o médico não quer ficar preso a um contrato de trabalho. Ele vai para onde terá mais benefícios", frisou.
Em Sumaré, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Saúde, a Prefeitura paga R$ 35 por hora trabalhada nos PSF's. A carga semanal total varia de 20 a 30 horas e prevê uma premiação sobre o tempo trabalhado. Um novo concurso dependerá de quantas vagas restarem e só poderá ser realizado após vencido o prazo do concurso de setembro. "É uma carência quase total. Psiquiatra, por exemplo, não tem e não é só aqui. Ginecologista e pediatra, também não. As especialidades são as mais complicadas, de um modo geral", lamentou Bourroul.
Empresa
No mês passado, a Prefeitura contratou a RPS Clínica Médica Ltda, que terá a missão de recrutar e selecionar médicos para atuar na cidade. O valor da contratação é de R$ 19,2 milhões e, segundo o secretário de Saúde, não se trata de uma terceirização dos serviços. "É sufoco mesmo. Se eu não consigo através de concurso, tenho que contratar uma empresa para fornecer os médicos. Não posso ficar sem. O ideal seria que todo mundo fosse concursado", explicou. Ainda assim, a contratação é investigada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), que no ano passado pediu o fim do contrato da cidade com a Oscip ACCB (Associação Civil Cidadania Brasil), encerrado em dezembro.
Os problemas enfrentados na contratação de médicos se espalham por todo o país. Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), 1.228 municípios já pediram auxílio ao Ministério da Saúde, através do Provab, para conseguir preencher as vagas com profissionais recém-formados. Mesmo com as várias estratégias do governo, 233 cidades não atraíram nenhum profissional.
O Liberal, 17/04/2012
Em Sumaré, mãe não consegue vagas para filhos
Crianças portadoras de deficiências estão sem aula há três meses; secretaria nega o problema
Sandra Aparecida da Silva tem 30 anos e está há três meses em Sumaré, vinda de Campestre (MG) com sete filhos. Agora, desempregada, enfrenta o desafio de conseguir vaga em uma escola para dois deles.A menina E.S.B., de 11 anos, e o menino W.B.S., de nove, são portadores de deficiência mental. Por isso, de acordo com Sandra, a dificuldade em continuar os estudos dos filhos se torna cada dia maior.
À reportagem do LIBERAL ela conta que tem sido "jogada de um lado a outro" por instituições de ensino. Foi à Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), à Escola Estadual Antonio do Valle Sobrinho e à Associação Pestalozzi, sem sucesso. Um relatório de encaminhamento da Apae de Sumaré diz que Sandra procurou a entidade em oito de fevereiro, solicitando a matrícula, com uma transferência da Apae de Campestre em mãos. De acordo com o relatório, a menor passou por avaliação médica, psicológica e pedagógica. A conclusão foi que E. "apresenta recursos cognitivos para dar continuidade aos estudos na rede comum". Ou seja, a criança pode ser matriculada em uma escola pública ou particular.
Assim, a mãe foi até a escola estadual, localizada no bairro Jardim Campo Belo. Lá, foi informada pela diretoria de que, pelos problemas apresentados, a filha não poderia estudar na instituição e que deveria procurar a Pestalozzi. Nesta, disseram-lhe que a fila para a matrícula era grande e que a menina não seria atendida de imediato. Em resposta, a Secretaria Estadual de Educação negou que a filha de Sandra teve a matrícula negada. "A unidade conta, inclusive, com uma sala de recursos para atendimento a alunos com deficiência. Para que a aluna seja matriculada na escola que sua irmã já está frequentando, basta que a mãe procure a unidade para formalizar a inscrição", informou por meio da assessoria de imprensa. Já a Pestalozzi afirmou que não houve registro do pedido de matrícula da menina. Há, no entanto, uma fila de espera de 37 crianças.
E. foi diagnosticada como deficiente mental por um neuropediatra de Pouso Alegre (MG), em 2009. A mãe conta que a menina precisa ser vigiada 24h por causa das convulsões que sofre com frequência. "Eu e meu marido nos revezamos na hora de dormir porque não dá para descuidar dela", explica. Num pote de plástico, Sandra guarda as dezenas de comprimidos da filha, mas lamenta que a falta de leite faça com que a menina, por vezes, hesite em tomar a medicação. Indignada, ela lamenta. "Como é que eu posso ficar em casa com duas crianças sem estudo? Minha filha chora só de ver as irmãs irem pra escola. O ano vai passando e eles vão ficando em casa".
O Liberal, 18/03/2012
Sandra Aparecida da Silva tem 30 anos e está há três meses em Sumaré, vinda de Campestre (MG) com sete filhos. Agora, desempregada, enfrenta o desafio de conseguir vaga em uma escola para dois deles.A menina E.S.B., de 11 anos, e o menino W.B.S., de nove, são portadores de deficiência mental. Por isso, de acordo com Sandra, a dificuldade em continuar os estudos dos filhos se torna cada dia maior.
À reportagem do LIBERAL ela conta que tem sido "jogada de um lado a outro" por instituições de ensino. Foi à Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), à Escola Estadual Antonio do Valle Sobrinho e à Associação Pestalozzi, sem sucesso. Um relatório de encaminhamento da Apae de Sumaré diz que Sandra procurou a entidade em oito de fevereiro, solicitando a matrícula, com uma transferência da Apae de Campestre em mãos. De acordo com o relatório, a menor passou por avaliação médica, psicológica e pedagógica. A conclusão foi que E. "apresenta recursos cognitivos para dar continuidade aos estudos na rede comum". Ou seja, a criança pode ser matriculada em uma escola pública ou particular.
Assim, a mãe foi até a escola estadual, localizada no bairro Jardim Campo Belo. Lá, foi informada pela diretoria de que, pelos problemas apresentados, a filha não poderia estudar na instituição e que deveria procurar a Pestalozzi. Nesta, disseram-lhe que a fila para a matrícula era grande e que a menina não seria atendida de imediato. Em resposta, a Secretaria Estadual de Educação negou que a filha de Sandra teve a matrícula negada. "A unidade conta, inclusive, com uma sala de recursos para atendimento a alunos com deficiência. Para que a aluna seja matriculada na escola que sua irmã já está frequentando, basta que a mãe procure a unidade para formalizar a inscrição", informou por meio da assessoria de imprensa. Já a Pestalozzi afirmou que não houve registro do pedido de matrícula da menina. Há, no entanto, uma fila de espera de 37 crianças.
E. foi diagnosticada como deficiente mental por um neuropediatra de Pouso Alegre (MG), em 2009. A mãe conta que a menina precisa ser vigiada 24h por causa das convulsões que sofre com frequência. "Eu e meu marido nos revezamos na hora de dormir porque não dá para descuidar dela", explica. Num pote de plástico, Sandra guarda as dezenas de comprimidos da filha, mas lamenta que a falta de leite faça com que a menina, por vezes, hesite em tomar a medicação. Indignada, ela lamenta. "Como é que eu posso ficar em casa com duas crianças sem estudo? Minha filha chora só de ver as irmãs irem pra escola. O ano vai passando e eles vão ficando em casa".
O Liberal, 18/03/2012
Obra do Centro de Especialidades "empaca" e não tem prazo
Mudanças em projeto causaram paralisação de obras, à espera de laudo do governo federal
As obras do novo Centro de Especialidades Médicas de Hortolândia, no bairro Green Park, estão paradas e sem previsão para serem finalizadas.A construção começou em novembro de 2009 e tinha previsão de ser entregue num prazo de doze meses, ainda em 2010, com custo orçado em pouco mais de R$ 3 milhões. Atualmente, o local está abandonado, com alicerce e paredes prontas. O acesso ao lugar, no entanto, só é possível através de uma estrada de terra, em situação precária. Um dos objetivos da nova unidade do Centro é desafogar e dinamizar o atendimento que é prestado no Jardim Adelaide. Para as obras, o Ministério da Saúde investe R$ 1,5 milhão e a Prefeitura, a outra metade.
Segundo a Administração, o atraso se deve a mudanças técnicas no projeto inicial da unidade, que foram solicitadas ao Ministério. A necessidade foi identificada no decorrer da construção e, agora, a cidade aguarda o órgão federal aprovar a alteração para dar continuidade à obra. A Administração suspendeu, temporariamente, o contrato com a empresa que venceu a licitação para realizar o serviço.
O novo Centro de Especialidades ficará próximo à base do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Será instalado numa área de dois mil metros quadrados e terá 1.808 metros quadrados de área construída. A opção pelo bairro Green Park é justificada pela localização geográfica no Centro do município, que deve facilitar o acesso. No Jardim Adelaide, próximo à divisa com Campinas, o Centro gera reclamações de usuários por ser de difícil acesso a partir de outras regiões da cidade. Na semana passada, um corte no abastecimento de energia elétrica interrompeu o atendimento e gerou revolta. Consultas de dermatologia, oftalmologia e vascular tiveram que ser remarcadas.
Especialidades
O novo Centro terá consultórios de cardiologia, urologia, endocrinologia, enfermagem, gastroenterologia, mastologia, neurologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, reumatologia, nefrologia, vascular. Também terá salas para exames de raio-X, eletrocardiograma, eletroencefalograma, endoscopia, ergometria, audiometria, oftalmologia, ultrassonografia e fisioterapia, além de sala para pequenas cirurgias, toda a parte administrativa, recepção e almoxarifados.
O Liberal, 16/03/2012
As obras do novo Centro de Especialidades Médicas de Hortolândia, no bairro Green Park, estão paradas e sem previsão para serem finalizadas.A construção começou em novembro de 2009 e tinha previsão de ser entregue num prazo de doze meses, ainda em 2010, com custo orçado em pouco mais de R$ 3 milhões. Atualmente, o local está abandonado, com alicerce e paredes prontas. O acesso ao lugar, no entanto, só é possível através de uma estrada de terra, em situação precária. Um dos objetivos da nova unidade do Centro é desafogar e dinamizar o atendimento que é prestado no Jardim Adelaide. Para as obras, o Ministério da Saúde investe R$ 1,5 milhão e a Prefeitura, a outra metade.
Segundo a Administração, o atraso se deve a mudanças técnicas no projeto inicial da unidade, que foram solicitadas ao Ministério. A necessidade foi identificada no decorrer da construção e, agora, a cidade aguarda o órgão federal aprovar a alteração para dar continuidade à obra. A Administração suspendeu, temporariamente, o contrato com a empresa que venceu a licitação para realizar o serviço.
O novo Centro de Especialidades ficará próximo à base do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Será instalado numa área de dois mil metros quadrados e terá 1.808 metros quadrados de área construída. A opção pelo bairro Green Park é justificada pela localização geográfica no Centro do município, que deve facilitar o acesso. No Jardim Adelaide, próximo à divisa com Campinas, o Centro gera reclamações de usuários por ser de difícil acesso a partir de outras regiões da cidade. Na semana passada, um corte no abastecimento de energia elétrica interrompeu o atendimento e gerou revolta. Consultas de dermatologia, oftalmologia e vascular tiveram que ser remarcadas.
Especialidades
O novo Centro terá consultórios de cardiologia, urologia, endocrinologia, enfermagem, gastroenterologia, mastologia, neurologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, reumatologia, nefrologia, vascular. Também terá salas para exames de raio-X, eletrocardiograma, eletroencefalograma, endoscopia, ergometria, audiometria, oftalmologia, ultrassonografia e fisioterapia, além de sala para pequenas cirurgias, toda a parte administrativa, recepção e almoxarifados.
O Liberal, 16/03/2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
"A Saúde de Sumaré não está bem", diz prefeito
Prefeito fez análise de mais um ano de governo e anunciou projetos para 2012
O prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), recebeu a reportagem do LIBERAL na manhã da última sexta-feira, com exclusividade, ocasião em que fez um balanço de mais um ano de governo e falou sobre os projetos que devem ser concretizados no último ano de mandato. De acordo com ele, a solução para problemas corriqueiros como a falta d'água, falta de pavimentação e de redes de esgoto avançou positivamente durante os anos que têm ocupado a principal sala do prédio localizado na Rua Dom Barreto, região central da cidade. Mesmo assim, admitiu que a situação da Saúde ainda não é boa e garantiu que a "novela" envolvendo a entrega do Pronto-socorro do Jardim Macarenko termina no primeiro semestre de 2012.
Sobre um dos problemas que mais afeta a cidade, a falta d'água, Bacchim afirmou que a situação melhorou "80%". "Sumaré ainda tem pouca capacidade de armazenamento de água. Se rompe uma adultora, cai a energia, cria-se uma crise no abastecimento. Estamos enfatizando as obras de ampliação da ETA (Estação de Tratamento de Água) 2, que estão consumindo mais de R$ 20 milhões. É algo que certamente vem dar uma tranquilidade muito grande em relação ao abastecimento de água. Estamos investindo também na ampliação da ETA 1", enumerou o prefeito.
Bacchim se revelou descontente com a Saúde no município. "Hoje, eu sei que a Saúde não está bem, mas não é só aqui. E nós investimos mais do que o dobro na área do que a lei determina. Gastamos mais na Saúde do que na Educação", garantiu ele. O atraso que se estende por mais de três anos para a entrega do Pronto-socorro do Jardim Macarenko foi justificado pelo petista devido à falta de garantia para a aquisição dos equipamentos. "Minha vontade já era ter inaugurado, mas só a vontade política às vezes não basta. Espero que dentro de 90 a 100 dias possamos fazer a entrega deste novo pronto-ssocorro, que a gente acredita que dará uma guinada na área da Saúde", afirmou.
Empresas
Sem entrar em detalhes, Bacchim revelou que, em breve, um centro de distribuição de uma multinacional conhecida deve se instalar numa área de 500 mil metros quadrados na cidade. "São 220 mil metros quadrados de galpões da área de logística, para mais de uma empresa interessada. Uma delas, eu sei que já fechou, mas não posso anunciar porque ainda não recebi o pessoal. Terá centro comercial e escritórios. Certamente, será uma grande geradora de empregos", avaliou.
O prefeito afirmou também que as obras de recapeamento das ruas da cidade devem continuar. "Tivemos de fazer uma opção no primeiro mandato e em parte do segundo, de levar o pavimento para os bairros que não tinham. Tinha dia que dessas cadeiras do gabinete eu via da janela a terra nos bairros e sabia que não tinha rede de esgoto embaixo", exemplificou.
Outro problema abordado pelo prefeito foi em relação às enchentes. No começo do ano, Sumaré sofreu prejuízos estimados em R$ 10 milhões por conta das chuvas. O Governo Federal repassou 60% dos recursos de R$ 3,1 milhões para ajudar a recuperar os danos causados. "Foram 13 obras elencadas. Destas, nove já foram executadas com o dinheiro, sobretudo pontes, recuperação de pavimento em bairros totalmente destruídos. Estamos no aguardo da liberação dos 40% restantes para outras obras."
Desafio
Para o petista, o grande desafio quando assumiu a Prefeitura, em 2005, foi reorganizar as finanças públicas. "Assumi a Prefeitura com o 13º que não haviam sido pagos e R$ 9,4 mi para pagar de um precatório relacionado a uma área de Nova Veneza. A cidade estava com o nome sujo", afirmou.
O Liberal, 03/01/2012
O prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), recebeu a reportagem do LIBERAL na manhã da última sexta-feira, com exclusividade, ocasião em que fez um balanço de mais um ano de governo e falou sobre os projetos que devem ser concretizados no último ano de mandato. De acordo com ele, a solução para problemas corriqueiros como a falta d'água, falta de pavimentação e de redes de esgoto avançou positivamente durante os anos que têm ocupado a principal sala do prédio localizado na Rua Dom Barreto, região central da cidade. Mesmo assim, admitiu que a situação da Saúde ainda não é boa e garantiu que a "novela" envolvendo a entrega do Pronto-socorro do Jardim Macarenko termina no primeiro semestre de 2012.
Sobre um dos problemas que mais afeta a cidade, a falta d'água, Bacchim afirmou que a situação melhorou "80%". "Sumaré ainda tem pouca capacidade de armazenamento de água. Se rompe uma adultora, cai a energia, cria-se uma crise no abastecimento. Estamos enfatizando as obras de ampliação da ETA (Estação de Tratamento de Água) 2, que estão consumindo mais de R$ 20 milhões. É algo que certamente vem dar uma tranquilidade muito grande em relação ao abastecimento de água. Estamos investindo também na ampliação da ETA 1", enumerou o prefeito.
Bacchim se revelou descontente com a Saúde no município. "Hoje, eu sei que a Saúde não está bem, mas não é só aqui. E nós investimos mais do que o dobro na área do que a lei determina. Gastamos mais na Saúde do que na Educação", garantiu ele. O atraso que se estende por mais de três anos para a entrega do Pronto-socorro do Jardim Macarenko foi justificado pelo petista devido à falta de garantia para a aquisição dos equipamentos. "Minha vontade já era ter inaugurado, mas só a vontade política às vezes não basta. Espero que dentro de 90 a 100 dias possamos fazer a entrega deste novo pronto-ssocorro, que a gente acredita que dará uma guinada na área da Saúde", afirmou.
Empresas
Sem entrar em detalhes, Bacchim revelou que, em breve, um centro de distribuição de uma multinacional conhecida deve se instalar numa área de 500 mil metros quadrados na cidade. "São 220 mil metros quadrados de galpões da área de logística, para mais de uma empresa interessada. Uma delas, eu sei que já fechou, mas não posso anunciar porque ainda não recebi o pessoal. Terá centro comercial e escritórios. Certamente, será uma grande geradora de empregos", avaliou.
O prefeito afirmou também que as obras de recapeamento das ruas da cidade devem continuar. "Tivemos de fazer uma opção no primeiro mandato e em parte do segundo, de levar o pavimento para os bairros que não tinham. Tinha dia que dessas cadeiras do gabinete eu via da janela a terra nos bairros e sabia que não tinha rede de esgoto embaixo", exemplificou.
Outro problema abordado pelo prefeito foi em relação às enchentes. No começo do ano, Sumaré sofreu prejuízos estimados em R$ 10 milhões por conta das chuvas. O Governo Federal repassou 60% dos recursos de R$ 3,1 milhões para ajudar a recuperar os danos causados. "Foram 13 obras elencadas. Destas, nove já foram executadas com o dinheiro, sobretudo pontes, recuperação de pavimento em bairros totalmente destruídos. Estamos no aguardo da liberação dos 40% restantes para outras obras."
Desafio
Para o petista, o grande desafio quando assumiu a Prefeitura, em 2005, foi reorganizar as finanças públicas. "Assumi a Prefeitura com o 13º que não haviam sido pagos e R$ 9,4 mi para pagar de um precatório relacionado a uma área de Nova Veneza. A cidade estava com o nome sujo", afirmou.
O Liberal, 03/01/2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Entrega de medicamentos é inadequada
Para diretor do CRF, todas as unidades de saúde da cidade estão em desacordo com a entidade
Nos PSFs (Posto de Saúde da Família) dos bairros Parque Emília e Virgínio Basso, em Sumaré, a entrega de medicamentos é feita sem a supervisão de farmacêuticos ou auxiliares de farmácia. A situação é reprovada pelo CRF (Conselho Regional de Farmácia), que faz um alerta ainda maior. De acordo com o diretor regional do CRF de Campinas, Leonel Francisco de Almeida Leite, todas as unidades de saúde da cidade estão inadequadas perante a entidade. "É uma prática totalmente condenada pelo Conselho. A população tem o direito de ser assistida pelo farmacêutico no ato da dispensação (entrega) dos medicamentos, para que ela faça uso correto da medicação", criticou o diretor.
A Secretaria de Saúde de Sumaré nega a situação. Por meio de nota, a pasta garantiu que em todas as unidades de saúde a entrega dos medicamentos é feita por profissionais de farmácia, como prevê a legislação. Num dos postos, pesquisados pela reportagem, o PSF Parque Emília, a funcionária foi enfática ao responder quem era responsável pelo serviço. "Aqui, são os auxiliares de técnicos de enfermagem. Nós não temos uma auxiliar de farmácia nem farmacêutico".
O diretor explicou que o Conselho faz fiscalizações nos postos de saúde, mas está de "mãos atadas" devido a uma brecha na legislação. A Lei nº 5991/73, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, possui um artigo que desobriga a assistência de farmacêuticos em unidades de saúde. A legislação é contestada pelo CRF, já que serve de amparo judicial às Prefeituras. Leite ainda apontou outros problemas identificados pela fiscalização do Conselho, como armazenamento inadequado de medicamentos e espaço físico insuficiente.
Em Americana, a troca de medicamentos por parte de uma técnica em enfermagem é suspeita de causar a morte de uma paciente num posto de saúde da cidade, em agosto deste ano. A Administração é amparada por uma liminar concedida pela justiça, que garante a não contratação de profissionais graduados em farmácia para a entrega de medicamentos.
Cortes
Nos postos de saúde de Sumaré também houve cortes de funcionários. No Parque Emília, uma técnica de enfermagem foi dispensada do serviço. Agora, somente duas técnicas vão atender a população. A situação se repete na unidade do Virgínio Basso. A Prefeitura informou que há um concurso público em andamento e que a meta é contratar novos servidores para atender a uma determinação do Ministério Público do Trabalho.
Ontem, a Câmara dos Vereadores de Sumaré aprovou, em segundo turno, o orçamento municipal de 2012. A previsão é de que R$ 102,4 milhões (17,7% do orçamento) sejam investidos na saúde.
O Liberal, 07/12/2011
Nos PSFs (Posto de Saúde da Família) dos bairros Parque Emília e Virgínio Basso, em Sumaré, a entrega de medicamentos é feita sem a supervisão de farmacêuticos ou auxiliares de farmácia. A situação é reprovada pelo CRF (Conselho Regional de Farmácia), que faz um alerta ainda maior. De acordo com o diretor regional do CRF de Campinas, Leonel Francisco de Almeida Leite, todas as unidades de saúde da cidade estão inadequadas perante a entidade. "É uma prática totalmente condenada pelo Conselho. A população tem o direito de ser assistida pelo farmacêutico no ato da dispensação (entrega) dos medicamentos, para que ela faça uso correto da medicação", criticou o diretor.
A Secretaria de Saúde de Sumaré nega a situação. Por meio de nota, a pasta garantiu que em todas as unidades de saúde a entrega dos medicamentos é feita por profissionais de farmácia, como prevê a legislação. Num dos postos, pesquisados pela reportagem, o PSF Parque Emília, a funcionária foi enfática ao responder quem era responsável pelo serviço. "Aqui, são os auxiliares de técnicos de enfermagem. Nós não temos uma auxiliar de farmácia nem farmacêutico".
O diretor explicou que o Conselho faz fiscalizações nos postos de saúde, mas está de "mãos atadas" devido a uma brecha na legislação. A Lei nº 5991/73, que dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, possui um artigo que desobriga a assistência de farmacêuticos em unidades de saúde. A legislação é contestada pelo CRF, já que serve de amparo judicial às Prefeituras. Leite ainda apontou outros problemas identificados pela fiscalização do Conselho, como armazenamento inadequado de medicamentos e espaço físico insuficiente.
Em Americana, a troca de medicamentos por parte de uma técnica em enfermagem é suspeita de causar a morte de uma paciente num posto de saúde da cidade, em agosto deste ano. A Administração é amparada por uma liminar concedida pela justiça, que garante a não contratação de profissionais graduados em farmácia para a entrega de medicamentos.
Cortes
Nos postos de saúde de Sumaré também houve cortes de funcionários. No Parque Emília, uma técnica de enfermagem foi dispensada do serviço. Agora, somente duas técnicas vão atender a população. A situação se repete na unidade do Virgínio Basso. A Prefeitura informou que há um concurso público em andamento e que a meta é contratar novos servidores para atender a uma determinação do Ministério Público do Trabalho.
Ontem, a Câmara dos Vereadores de Sumaré aprovou, em segundo turno, o orçamento municipal de 2012. A previsão é de que R$ 102,4 milhões (17,7% do orçamento) sejam investidos na saúde.
O Liberal, 07/12/2011
Motolância completa 1 ano que está parada em Sumaré
Veículo serviria para agilizar atendimentos do Samu, mas faltou curso de direção defensiva
Uma motolância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que deveria ser utilizada em emergências, está parada há quase um ano, já que nenhum integrante do órgão passou por treinamento de direção defensiva. De acordo com a regulamentação do Ministério da Saúde, para que ela seja usada, os motoristas devem passar por um curso dado pela Polícia Rodoviária Federal ou por empresas especializadas. As motolâncias ajudam no atendimento prévio de pacientes, até a chegada da ambulância básica ou da UTI Móvel (Unidade de Terapia Intensiva).
O regulamento do Ministério da Saúde sobre o "Programa Mínimo Para Implantação das Motolâncias" informa que os condutores devem ter experiência mínima de um ano em pilotagem, de dois anos em atendimento de urgência, além do curso de pilotagem defensiva. Este treinamento deve ser de, no mínimo, 50 horas/aula, com atividade teórica e prática, e feito por cinco dias seguidos nas dependências da PRF nos núcleos regionais. Pode ser feito também através de empresas especializadas.
No dia 16 dezembro de 2010, quatro ambulâncias e uma motocicleta foram entregues pelo prefeito José Antonio Bacchim (PT) ao Samu. Na época, a coordenadora do Serviço, Adriana Pacheco, afirmou que a Secretaria de Saúde aguardava um agendamento, por parte da Polícia Rodoviária Federal. A previsão era de que o serviço começasse a funcionar no início deste ano.
Segundo funcionários do Samu, as ambulâncias realizam, em média, oito atendimentos por dia. A importância das motos, de acordo com eles, se dá devido à rapidez com que o veículo pode chegar aos locais de ocorrências e antecipar procedimentos emergenciais. A reportagem entrou em contato com o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.
Hortolândia
Em Hortolândia, onde se localiza a Central Regional de Atendimentos do Samu, os condutores das duas motolâncias da cidade se qualificaram através de um curso dado por uma empresa especializada. O treinamento foi feito quatro meses antes de o município receber os veículos do Ministério da Saúde. Os técnicos do Samu participaram de um treinamento de direção ofensiva, onde receberam instruções de comportamento seguro no trânsito, frenagem em pista seca e molhada, além de pilotagem evasiva.
O Liberal, 29/11/2011
Uma motolância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que deveria ser utilizada em emergências, está parada há quase um ano, já que nenhum integrante do órgão passou por treinamento de direção defensiva. De acordo com a regulamentação do Ministério da Saúde, para que ela seja usada, os motoristas devem passar por um curso dado pela Polícia Rodoviária Federal ou por empresas especializadas. As motolâncias ajudam no atendimento prévio de pacientes, até a chegada da ambulância básica ou da UTI Móvel (Unidade de Terapia Intensiva).
O regulamento do Ministério da Saúde sobre o "Programa Mínimo Para Implantação das Motolâncias" informa que os condutores devem ter experiência mínima de um ano em pilotagem, de dois anos em atendimento de urgência, além do curso de pilotagem defensiva. Este treinamento deve ser de, no mínimo, 50 horas/aula, com atividade teórica e prática, e feito por cinco dias seguidos nas dependências da PRF nos núcleos regionais. Pode ser feito também através de empresas especializadas.
No dia 16 dezembro de 2010, quatro ambulâncias e uma motocicleta foram entregues pelo prefeito José Antonio Bacchim (PT) ao Samu. Na época, a coordenadora do Serviço, Adriana Pacheco, afirmou que a Secretaria de Saúde aguardava um agendamento, por parte da Polícia Rodoviária Federal. A previsão era de que o serviço começasse a funcionar no início deste ano.
Segundo funcionários do Samu, as ambulâncias realizam, em média, oito atendimentos por dia. A importância das motos, de acordo com eles, se dá devido à rapidez com que o veículo pode chegar aos locais de ocorrências e antecipar procedimentos emergenciais. A reportagem entrou em contato com o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.
Hortolândia
Em Hortolândia, onde se localiza a Central Regional de Atendimentos do Samu, os condutores das duas motolâncias da cidade se qualificaram através de um curso dado por uma empresa especializada. O treinamento foi feito quatro meses antes de o município receber os veículos do Ministério da Saúde. Os técnicos do Samu participaram de um treinamento de direção ofensiva, onde receberam instruções de comportamento seguro no trânsito, frenagem em pista seca e molhada, além de pilotagem evasiva.
O Liberal, 29/11/2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Farmácia do CAPS sofre com o abandono em Sumaré
Medicamentos antidepressivos mais procurados estão em falta; imóvel possui fiações expostas e telhas dependuradas
Num local onde a boa conservação, a limpeza e a organização deveriam ser premissas básicas, mantidas pelo Poder Público, nada disso acontece. A farmácia do CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) de Sumaré, localizada na região central, funciona num imóvel com telhas dependuradas e paredes emboloradas, com infiltrações e fiações expostas. Além disso, medicamentos são armazenados de maneira indevida e alguns faltam à população.
Na fachada do local, na rua José Maria Miranda, já se notam os primeiros sinais de má conservação. As paredes externas estão pichadas há meses.
Logo no hall de entrada, o bolor já tomou conta do teto, com a pintura descascando e fiações de lâmpadas penduradas. Mais à frente, no balcão de atendimento da farmácia, é possível ver um pedaço do céu por uma abertura no telhado, onde um pedaço de telha está pendurado, prestes a desabar.
Os antidepressivos conhecidos como sertralina e amitriptilina, medicamentos com alta demanda, estão em falta na farmácia. Por dia, são distribuídos cerca de três mil comprimidos do primeiro e quatro mil do segundo.
Na sexta-feira (18) à tarde, a reportagem do jornal O LIBERAL procurou os medicamentos na Farmácia Popular do centro. Não havia sertralina. Numa farmácia de manipulação da cidade, a cartela com 20 comprimidos é vendida entre R$ 47 e R$ 62.
Entre os funcionários, ninguém prefere comentar. Um deles, no entanto, afirma que a farmácia funciona há mais de três anos no local e recebe muitas reclamações quanto ao serviço. À reportagem, ele disse que preferia não se identificar por temer represálias.
Outro lado
O secretário municipal de Saúde, Roberto Vensel, afirmou que a farmácia funciona no local temporariamente e deve se mudar para o prédio do Centro de Saúde II.
"O CAPS saiu de lá há alguns meses e atualmente está no bairro Chácara Bela Vista. A farmácia estava dependendo de uma reforma para tirarmos ela também". Sobre o armazenamento inadequado de medicamentos, apontados por funcionários da saúde, Vensel explicou que na sala onde são guardados, a equipe técnica da assistência farmacêutica garantiu que não há problema.
O CAPS do Centro começou operar em 2005 em Sumaré e atualmente realiza a reinserção social de mais de mil pessoas, com idade de 18 a 60 anos e portadoras de transtornos mentais.
Os serviços são prestados por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e outros profissionais.
O Liberal, 19/11/2011
Num local onde a boa conservação, a limpeza e a organização deveriam ser premissas básicas, mantidas pelo Poder Público, nada disso acontece. A farmácia do CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) de Sumaré, localizada na região central, funciona num imóvel com telhas dependuradas e paredes emboloradas, com infiltrações e fiações expostas. Além disso, medicamentos são armazenados de maneira indevida e alguns faltam à população.
Na fachada do local, na rua José Maria Miranda, já se notam os primeiros sinais de má conservação. As paredes externas estão pichadas há meses.
Logo no hall de entrada, o bolor já tomou conta do teto, com a pintura descascando e fiações de lâmpadas penduradas. Mais à frente, no balcão de atendimento da farmácia, é possível ver um pedaço do céu por uma abertura no telhado, onde um pedaço de telha está pendurado, prestes a desabar.
Os antidepressivos conhecidos como sertralina e amitriptilina, medicamentos com alta demanda, estão em falta na farmácia. Por dia, são distribuídos cerca de três mil comprimidos do primeiro e quatro mil do segundo.
Na sexta-feira (18) à tarde, a reportagem do jornal O LIBERAL procurou os medicamentos na Farmácia Popular do centro. Não havia sertralina. Numa farmácia de manipulação da cidade, a cartela com 20 comprimidos é vendida entre R$ 47 e R$ 62.
Entre os funcionários, ninguém prefere comentar. Um deles, no entanto, afirma que a farmácia funciona há mais de três anos no local e recebe muitas reclamações quanto ao serviço. À reportagem, ele disse que preferia não se identificar por temer represálias.
Outro lado
O secretário municipal de Saúde, Roberto Vensel, afirmou que a farmácia funciona no local temporariamente e deve se mudar para o prédio do Centro de Saúde II.
"O CAPS saiu de lá há alguns meses e atualmente está no bairro Chácara Bela Vista. A farmácia estava dependendo de uma reforma para tirarmos ela também". Sobre o armazenamento inadequado de medicamentos, apontados por funcionários da saúde, Vensel explicou que na sala onde são guardados, a equipe técnica da assistência farmacêutica garantiu que não há problema.
O CAPS do Centro começou operar em 2005 em Sumaré e atualmente realiza a reinserção social de mais de mil pessoas, com idade de 18 a 60 anos e portadoras de transtornos mentais.
Os serviços são prestados por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e outros profissionais.
O Liberal, 19/11/2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Idoso processa Prefeitura por mau atendimento em PS
Em janeiro deste ano, o aposentado Braulino Rocha sofreu uma queda no banheiro de casa e teria fraturado o fêmur da perna esquerda

O aposentado Braulino Rocha, representado pela neta Natália Rocha Cambuim, está processando a Prefeitura de Hortolândia por mau atendimento e erro médico. Em janeiro deste ano, Rocha, de 77 anos, sofreu uma queda no banheiro de casa e teria fraturado o fêmur da perna esquerda.
Ao chegar ao posto de saúde do bairro Vila Real, a neta afirma que o avô foi tratado com descaso por parte dos médicos, que não diagnosticaram a fratura e não deram encaminhamento adequado. A ação pede uma indenização de R$ 763.080, por danos morais.
Natália conta que no dia 15 de janeiro, após o avô sofrer a queda, ela o levou para o posto de saúde localizado no bairro Vila Real. Lá, depois de reclamar da demora no atendimento e de ameaçar levar o avô até o Hospital Municipal Mario Covas, foi feito um exame de raio X e Rocha foi medicado para amenizar a dor na perna.
Dois dias depois, percebendo que a situação do avô piorava, Natália pediu ajuda a médicos de uma clínica de ortopedia, onde trabalhava. "Quando mostrei os exames de raio X, o ortopedista identificou na hora que se tratava de uma fratura no fêmur", conta.
O avô, então, foi encaminhado ao Hospital Municipal de Sumaré e, com o atraso do diagnóstico preciso, teve problemas para ser operado. Dez dias depois, no dia 27 de janeiro, Rocha teve alta com pinos no osso fraturado e debilitado fisicamente.
Indignada, a neta se exalta ao contar o que aconteceu após a cirurgia. "De lá pra cá, a situação do meu avô piorou. Ele era uma pessoa alegre, animada, e depois do acidente, ficou mais triste. Hoje, ele sofre de depressão e precisa de alguém para ajudá-lo a fazer tudo. Não foi só uma perda fisicamente, mas também psicologicamente", afirma.
No boletim registrado por Natália, ela relata que foi tratada com deboche pelos enfermeiros. "Se houvessem feito um trabalho sério, se não houvessem tratado com descaso meu avô teria sido operado antes e teria se recuperado melhor".
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Hortolândia respondeu que não foi informada oficialmente sobre a indenização e que assim que houver notificação, a Administração se pronunciará a respeito.
Foto: Neta de aposentado apresenta a radiografia que mostra a fratura no fêmur (Marcelo Rocha)
Publicado em 22/10/2011, no jornal O Liberal
http://migre.me/5YMVU

O aposentado Braulino Rocha, representado pela neta Natália Rocha Cambuim, está processando a Prefeitura de Hortolândia por mau atendimento e erro médico. Em janeiro deste ano, Rocha, de 77 anos, sofreu uma queda no banheiro de casa e teria fraturado o fêmur da perna esquerda.
Ao chegar ao posto de saúde do bairro Vila Real, a neta afirma que o avô foi tratado com descaso por parte dos médicos, que não diagnosticaram a fratura e não deram encaminhamento adequado. A ação pede uma indenização de R$ 763.080, por danos morais.
Natália conta que no dia 15 de janeiro, após o avô sofrer a queda, ela o levou para o posto de saúde localizado no bairro Vila Real. Lá, depois de reclamar da demora no atendimento e de ameaçar levar o avô até o Hospital Municipal Mario Covas, foi feito um exame de raio X e Rocha foi medicado para amenizar a dor na perna.
Dois dias depois, percebendo que a situação do avô piorava, Natália pediu ajuda a médicos de uma clínica de ortopedia, onde trabalhava. "Quando mostrei os exames de raio X, o ortopedista identificou na hora que se tratava de uma fratura no fêmur", conta.
O avô, então, foi encaminhado ao Hospital Municipal de Sumaré e, com o atraso do diagnóstico preciso, teve problemas para ser operado. Dez dias depois, no dia 27 de janeiro, Rocha teve alta com pinos no osso fraturado e debilitado fisicamente.
Indignada, a neta se exalta ao contar o que aconteceu após a cirurgia. "De lá pra cá, a situação do meu avô piorou. Ele era uma pessoa alegre, animada, e depois do acidente, ficou mais triste. Hoje, ele sofre de depressão e precisa de alguém para ajudá-lo a fazer tudo. Não foi só uma perda fisicamente, mas também psicologicamente", afirma.
No boletim registrado por Natália, ela relata que foi tratada com deboche pelos enfermeiros. "Se houvessem feito um trabalho sério, se não houvessem tratado com descaso meu avô teria sido operado antes e teria se recuperado melhor".
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Hortolândia respondeu que não foi informada oficialmente sobre a indenização e que assim que houver notificação, a Administração se pronunciará a respeito.
Foto: Neta de aposentado apresenta a radiografia que mostra a fratura no fêmur (Marcelo Rocha)
Publicado em 22/10/2011, no jornal O Liberal
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