Funcionários de empresa ocupada apontam risco de desemprego
Cerca de 40 funcionários da Flaskô protestaram ontem em frente à
Prefeitura de Sumaré e ao Fórum da cidade contra o leilão de duas
máquinas avaliadas em R$ 40 mil e um veículo da fábrica que administrada
por operários. Segundo um dos integrantes da comissão dos
trabalhadores, Fernando Martins, a medida foi determinada pela Justiça
para a quitação de uma dívida entre o antigo dono da empresa e o Governo
do Estado. Os leilões ocorreram ontem, no Fórum, mas, não houve
arremates.
Durante a tarde, os trabalhadores fizeram uma
manifestação na região central da cidade. "Nós só queremos trabalhar em
paz. Parem os leilões. Arrematar vai desempregar", dizia uma das faixas
do protesto. "Estamos tentando fazer as negociações necessárias. Uma das
alternativas é fazer esta manifestação, que é pacífica", comentou
Martins. Segundo ele, as máquinas estão em uso na empresa. "Estão
funcionando porque nós as recuperamos. Não podemos ficar sem elas",
explica o funcionário.
Em março deste ano, o movimento realizou
protestos contra os leilões das mesmas máquinas. Para o advogado dos
operários da Flaskô, Alexandre Mandel, os leilões dos equipamentos da
fábrica vão gerar desemprego. "A dívida é patronal, não dos
trabalhadores", afirmou.
Atualmente com 70 empregados, a Flaskô
fabrica reservatórios e tonéis plásticos. De acordo com Martins, a
fábrica encontra dificuldades para produzir devido à precariedade das
condições de trabalho. Os funcionários já buscaram o apoio do prefeito
de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), para concretizar o processo de
desapropriação do local. O petista chegou a enviar um ofício ao Fórum,
em solidariedade aos trabalhadores, mas, a situação segue indefinida.
Ocupação
Desde
2003, após o abandono da empresa pelos donos e sucessivos pedidos de
falência por credores, trabalhadores ocuparam a planta da fábrica,
localizada na região da Área Cura. Eles são responsáveis pela
administração das atividades da empresa e instalaram uma vila para
abrigar famílias de funcionários e pessoas carentes. Parte das dívidas
da empresa estava ligada a atrasos no pagamento de salários e encargos
trabalhistas.
O Liberal, 10/05/2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário