segunda-feira, 28 de maio de 2012

Flaskô protesta contra leilões

Funcionários de empresa ocupada apontam risco de desemprego

Cerca de 40 funcionários da Flaskô protestaram ontem em frente à Prefeitura de Sumaré e ao Fórum da cidade contra o leilão de duas máquinas avaliadas em R$ 40 mil e um veículo da fábrica que administrada por operários. Segundo um dos integrantes da comissão dos trabalhadores, Fernando Martins, a medida foi determinada pela Justiça para a quitação de uma dívida entre o antigo dono da empresa e o Governo do Estado. Os leilões ocorreram ontem, no Fórum, mas, não houve arremates.

Durante a tarde, os trabalhadores fizeram uma manifestação na região central da cidade. "Nós só queremos trabalhar em paz. Parem os leilões. Arrematar vai desempregar", dizia uma das faixas do protesto. "Estamos tentando fazer as negociações necessárias. Uma das alternativas é fazer esta manifestação, que é pacífica", comentou Martins. Segundo ele, as máquinas estão em uso na empresa. "Estão funcionando porque nós as recuperamos. Não podemos ficar sem elas", explica o funcionário.

Em março deste ano, o movimento realizou protestos contra os leilões das mesmas máquinas. Para o advogado dos operários da Flaskô, Alexandre Mandel, os leilões dos equipamentos da fábrica vão gerar desemprego. "A dívida é patronal, não dos trabalhadores", afirmou.

Atualmente com 70 empregados, a Flaskô fabrica reservatórios e tonéis plásticos. De acordo com Martins, a fábrica encontra dificuldades para produzir devido à precariedade das condições de trabalho. Os funcionários já buscaram o apoio do prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), para concretizar o processo de desapropriação do local. O petista chegou a enviar um ofício ao Fórum, em solidariedade aos trabalhadores, mas, a situação segue indefinida.

Ocupação
Desde 2003, após o abandono da empresa pelos donos e sucessivos pedidos de falência por credores, trabalhadores ocuparam a planta da fábrica, localizada na região da Área Cura. Eles são responsáveis pela administração das atividades da empresa e instalaram uma vila para abrigar famílias de funcionários e pessoas carentes. Parte das dívidas da empresa estava ligada a atrasos no pagamento de salários e encargos trabalhistas. 

O Liberal, 10/05/2012

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