Crianças portadoras de deficiências estão sem aula há três meses; secretaria nega o problema
Sandra Aparecida da Silva tem 30 anos e está há três meses em Sumaré, vinda de Campestre (MG) com sete filhos. Agora, desempregada, enfrenta o desafio de conseguir vaga em uma escola para dois deles.A menina E.S.B., de 11 anos, e o menino W.B.S., de nove, são portadores de deficiência mental. Por isso, de acordo com Sandra, a dificuldade em continuar os estudos dos filhos se torna cada dia maior.
À reportagem do LIBERAL ela conta que tem sido "jogada de um lado a outro" por instituições de ensino. Foi à Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), à Escola Estadual Antonio do Valle Sobrinho e à Associação Pestalozzi, sem sucesso. Um relatório de encaminhamento da Apae de Sumaré diz que Sandra procurou a entidade em oito de fevereiro, solicitando a matrícula, com uma transferência da Apae de Campestre em mãos. De acordo com o relatório, a menor passou por avaliação médica, psicológica e pedagógica. A conclusão foi que E. "apresenta recursos cognitivos para dar continuidade aos estudos na rede comum". Ou seja, a criança pode ser matriculada em uma escola pública ou particular.
Assim, a mãe foi até a escola estadual, localizada no bairro Jardim Campo Belo. Lá, foi informada pela diretoria de que, pelos problemas apresentados, a filha não poderia estudar na instituição e que deveria procurar a Pestalozzi. Nesta, disseram-lhe que a fila para a matrícula era grande e que a menina não seria atendida de imediato. Em resposta, a Secretaria Estadual de Educação negou que a filha de Sandra teve a matrícula negada. "A unidade conta, inclusive, com uma sala de recursos para atendimento a alunos com deficiência. Para que a aluna seja matriculada na escola que sua irmã já está frequentando, basta que a mãe procure a unidade para formalizar a inscrição", informou por meio da assessoria de imprensa. Já a Pestalozzi afirmou que não houve registro do pedido de matrícula da menina. Há, no entanto, uma fila de espera de 37 crianças.
E. foi diagnosticada como deficiente mental por um neuropediatra de Pouso Alegre (MG), em 2009. A mãe conta que a menina precisa ser vigiada 24h por causa das convulsões que sofre com frequência. "Eu e meu marido nos revezamos na hora de dormir porque não dá para descuidar dela", explica. Num pote de plástico, Sandra guarda as dezenas de comprimidos da filha, mas lamenta que a falta de leite faça com que a menina, por vezes, hesite em tomar a medicação. Indignada, ela lamenta. "Como é que eu posso ficar em casa com duas crianças sem estudo? Minha filha chora só de ver as irmãs irem pra escola. O ano vai passando e eles vão ficando em casa".
O Liberal, 18/03/2012
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domingo, 22 de abril de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
23% dos docentes da rede estadual estão afastados na RPT
Problemas de saúde mantêm 1,1 mil professores fora das salas de aula
A professora Maria* (nome fictício) deixou a sala de aula há cinco meses. Ela alega que não esperava que ser professora de uma escola da rede pública, em Santa Bárbara d'Oeste, pudesse ser tão difícil. "É complicado explicar o que me irrita mais. Se é a agitação dos alunos, o ambiente precário, o pó do giz ou a falta de sucesso na aprendizagem", conta. Os fatores citados, no entanto, desencadearam um problema muito bem definido. Maria tem depressão e faz parte de mais de 1,2 mil professores estaduais e municipais afastados por razões médicas na Região do Polo Têxtil.
Segundo números das secretarias estaduais de Educação e de Gestão Pública, a saúde debilitada é a causa do afastamento de 1.111 educadores dos colégios estaduais na região. O número nas cinco cidades ainda é baixo se comparado com o total de professores em licença para tratamento de saúde no Estado, 49.739. Regionalmente, porém, corresponde a 23% do quadro do magistério estadual da RPT.
A cidade de Sumaré, detentora do maior quadro de educadores estaduais, lidera as licenças no âmbito regional. Dados atuais da Gestão Pública apontam que 333 professores, de 1.453, estão afastados por motivos de saúde. Em seguida, figuram Santa Bárbara d'Oeste (265), Americana (263), Hortolândia (202) e Nova Odessa (48). A Secretaria de Educação informou que transtornos ansiosos, problemas de coluna, cordas vocais, depressão e ginecológicos estão entre as principais doenças motivadoras de licença dos docentes. A pasta não soube especificar qual seria a principal.
Em relação às escolas municipais, com exceção de Americana (que não respondeu à reportagem), o ranking de afastados também é encabeçado por Sumaré, com 66 professores de licença médica, mas a porcentagem é menor, 7,7%. No total, as quatro cidades somam 186 afastados no quadro composto por 2867 educadores.
Ainda no município sumareense, de acordo com o Sesmet (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), da Prefeitura, 80% dos afastamentos são devido à depressão. Em Hortolândia, a Administração citou a mesma doença, além de problemas ortopédicos e respiratórios como as principais causas de licenças.
CONSEQUÊNCIAS
Maria se sente envergonhada ao comentar o assunto e, por isso, pediu discrição à reportagem. Assim como ela, grande parte dos educadores sofre com problemas psicológicos, alguns mais, outros menos. Quando ainda estão em atuação, os sintomas são refletidos dentro das classes, com a incapacidade de atrair a atenção dos alunos e com o desestímulo de preparar e passar o conteúdo. O reflexo também pode acontecer de maneira inversa.
A psicóloga e mediadora em uma escola estadual de Americana, Ilma Boraschi, explica que o desempenho na sala de aula pode afetar a saúde e o lado emocional dos educadores. "O professor se frustra quando planeja uma aula e não consegue ministrá-la de uma maneira satisfatória. Parto da premissa de que, se trabalhamos com crianças e adolescentes, é porque gostamos. Nós temos um ideal mas, com o decorrer do tempo, esse ideal vai se frustrando", afirma.
A descrença no trabalho e as situações encontradas, de acordo com a psicóloga, geram um desgaste no professor. A conselheira e vice-coordenadora da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Irenice Neri, cita ainda outros problemas. "A sobrecarga, o estresse do dia a dia e classes lotadas fazem com que o professor adoeça". Segundo ela, o sindicato realiza pesquisas sobre a saúde dos educadores e busca dar orientações sobre o assunto a quem necessita. Mesmo assim, ela não hesita em dizer que a situação "é grave".
Professor deve fazer reflexão
Para a coordenadora do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade de Campinas), Maria Márcia Sigrist Malavasi, não há uma receita para preparar um professor para entrar nas salas de aula. Segundo ela, o que existe é um trabalho que as faculdades fazem a partir de seus currículos, sobre as didáticas, práticas e metodologias de ensino.
Além disso, ela ressalta o trabalho de reflexão sobre a profissão. "Hoje, mais do que uma parte prática, é preciso incentivar o professor a refletir sobre a própria prática, ou seja, por que ele é professor, o que ele faz na sala, qual a repercussão de suas ações", explica.
Baseada em pesquisas, a coordenadora afirma que os problemas de saúde que os docentes sofrem não surgem nos primeiros anos de magistério. "As pesquisas dizem que o adoecimento se dá a partir de 10, 12 anos. O professor não adoece quando chega à sala de aula, mas quando permanece nela".
Em São Paulo, a psicóloga Flávia Gonçalves Silva é autora de uma dissertação de mestrado cujo objetivo foi analisar o dia a dia profissional de quatro professoras da rede estadual em São Paulo e como o trabalho proporcionou-lhes prazer ou problemas de saúde. A publicação, disponível na íntegra na Biblioteca Virtual da PUC-São Paulo, aborda as dificuldades e como, apesar dos percalços, as professoras continuam a exercer o trabalho no magistério.
"A investigação revelou que as condições inadequadas e alienadoras encontradas pelos professores para executar sua atividade estavam ocasionando adoecimentos relacionados, principalmente, com as emoções e sentimentos desses profissionais (estresse, labirintite, depressão) gerando também outras doenças, como foi o caso de dois professores", diz um trecho do trabalho. De acordo com o trabalho, a escola pública brasileira não vem conseguindo ensinar os alunos a "aprender a aprender".
Atividades recreativas amenizam problemas
Nas cidades da RPT, alguns projetos municipais tentam combater o afastamento de professores motivado por problemas de saúde. A Secretaria de Educação e Saúde Ocupacional de Hortolândia realiza uma série de ações de acolhimento ao professor. Neste ano, uma assistente social foi contratada para cuidar especificamente dos profissionais da educação.
Foram dadas orientações aos gestores para acolher os professores e ficarem atentos aos problemas psicológicos e físicos. Para o ano que vem, a Prefeitura pretende implantar a Casa do Educador, onde o servidor terá massagem, psicólogo, assistente social, dança, ginástica e outras atividades.
Segundo o Sesmet, em Sumaré há uma psicóloga que avalia e acompanha os casos crônicos. Existe também, desde junho, um trabalho em andamento com levantamento estatístico detalhado sobre causas dos afastamentos de professores. O objetivo é fazer um estudo e combater o problema, detectando eventuais abusos e tratando casos que houver necessidade. O estudo será concluído no primeiro semestre de 2012 e apresentado às secretarias.
Governo de SP investe para reduzir licenças
O Governo do Estado criou o programa SP Educação com Saúde no início deste ano, com o objetivo de oferecer não só ações preventivas, mas também suporte para funcionários que apresentem problemas de saúde. Nesses casos, eles serão encaminhados para tratamento de acordo com a especialidade médica. Com o programa, espera-se reduzir a incidência de problemas como estresse ocupacional, doenças osteomusculares, sobrepeso, obesidade, sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, hipertensão, diabetes, transtornos mentais e tabagismo.
O programa recebeu R$ 27 milhões em investimentos para reduzir faltas e licenças médicas. Nesta fase inicial, o projeto está em andamento em 13 diretorias de ensino e 1.057 escolas estaduais da capital, beneficiando 69 mil servidores. As unidades participantes do projeto-piloto realizado entre 2007 e 2008 apresentaram redução significativa no número de faltas e licenças médicas solicitadas por professores. Na Escola Estadual Lasar Segall, na Vila Mariana, em São Paulo, por exemplo, a diminuição chegou a 77%.
A professora Maria* (nome fictício) deixou a sala de aula há cinco meses. Ela alega que não esperava que ser professora de uma escola da rede pública, em Santa Bárbara d'Oeste, pudesse ser tão difícil. "É complicado explicar o que me irrita mais. Se é a agitação dos alunos, o ambiente precário, o pó do giz ou a falta de sucesso na aprendizagem", conta. Os fatores citados, no entanto, desencadearam um problema muito bem definido. Maria tem depressão e faz parte de mais de 1,2 mil professores estaduais e municipais afastados por razões médicas na Região do Polo Têxtil.
Segundo números das secretarias estaduais de Educação e de Gestão Pública, a saúde debilitada é a causa do afastamento de 1.111 educadores dos colégios estaduais na região. O número nas cinco cidades ainda é baixo se comparado com o total de professores em licença para tratamento de saúde no Estado, 49.739. Regionalmente, porém, corresponde a 23% do quadro do magistério estadual da RPT.
A cidade de Sumaré, detentora do maior quadro de educadores estaduais, lidera as licenças no âmbito regional. Dados atuais da Gestão Pública apontam que 333 professores, de 1.453, estão afastados por motivos de saúde. Em seguida, figuram Santa Bárbara d'Oeste (265), Americana (263), Hortolândia (202) e Nova Odessa (48). A Secretaria de Educação informou que transtornos ansiosos, problemas de coluna, cordas vocais, depressão e ginecológicos estão entre as principais doenças motivadoras de licença dos docentes. A pasta não soube especificar qual seria a principal.
Em relação às escolas municipais, com exceção de Americana (que não respondeu à reportagem), o ranking de afastados também é encabeçado por Sumaré, com 66 professores de licença médica, mas a porcentagem é menor, 7,7%. No total, as quatro cidades somam 186 afastados no quadro composto por 2867 educadores.
Ainda no município sumareense, de acordo com o Sesmet (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), da Prefeitura, 80% dos afastamentos são devido à depressão. Em Hortolândia, a Administração citou a mesma doença, além de problemas ortopédicos e respiratórios como as principais causas de licenças.
CONSEQUÊNCIAS
Maria se sente envergonhada ao comentar o assunto e, por isso, pediu discrição à reportagem. Assim como ela, grande parte dos educadores sofre com problemas psicológicos, alguns mais, outros menos. Quando ainda estão em atuação, os sintomas são refletidos dentro das classes, com a incapacidade de atrair a atenção dos alunos e com o desestímulo de preparar e passar o conteúdo. O reflexo também pode acontecer de maneira inversa.
A psicóloga e mediadora em uma escola estadual de Americana, Ilma Boraschi, explica que o desempenho na sala de aula pode afetar a saúde e o lado emocional dos educadores. "O professor se frustra quando planeja uma aula e não consegue ministrá-la de uma maneira satisfatória. Parto da premissa de que, se trabalhamos com crianças e adolescentes, é porque gostamos. Nós temos um ideal mas, com o decorrer do tempo, esse ideal vai se frustrando", afirma.
A descrença no trabalho e as situações encontradas, de acordo com a psicóloga, geram um desgaste no professor. A conselheira e vice-coordenadora da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Irenice Neri, cita ainda outros problemas. "A sobrecarga, o estresse do dia a dia e classes lotadas fazem com que o professor adoeça". Segundo ela, o sindicato realiza pesquisas sobre a saúde dos educadores e busca dar orientações sobre o assunto a quem necessita. Mesmo assim, ela não hesita em dizer que a situação "é grave".
Professor deve fazer reflexão
Para a coordenadora do curso de pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade de Campinas), Maria Márcia Sigrist Malavasi, não há uma receita para preparar um professor para entrar nas salas de aula. Segundo ela, o que existe é um trabalho que as faculdades fazem a partir de seus currículos, sobre as didáticas, práticas e metodologias de ensino.
Além disso, ela ressalta o trabalho de reflexão sobre a profissão. "Hoje, mais do que uma parte prática, é preciso incentivar o professor a refletir sobre a própria prática, ou seja, por que ele é professor, o que ele faz na sala, qual a repercussão de suas ações", explica.
Baseada em pesquisas, a coordenadora afirma que os problemas de saúde que os docentes sofrem não surgem nos primeiros anos de magistério. "As pesquisas dizem que o adoecimento se dá a partir de 10, 12 anos. O professor não adoece quando chega à sala de aula, mas quando permanece nela".
Em São Paulo, a psicóloga Flávia Gonçalves Silva é autora de uma dissertação de mestrado cujo objetivo foi analisar o dia a dia profissional de quatro professoras da rede estadual em São Paulo e como o trabalho proporcionou-lhes prazer ou problemas de saúde. A publicação, disponível na íntegra na Biblioteca Virtual da PUC-São Paulo, aborda as dificuldades e como, apesar dos percalços, as professoras continuam a exercer o trabalho no magistério.
"A investigação revelou que as condições inadequadas e alienadoras encontradas pelos professores para executar sua atividade estavam ocasionando adoecimentos relacionados, principalmente, com as emoções e sentimentos desses profissionais (estresse, labirintite, depressão) gerando também outras doenças, como foi o caso de dois professores", diz um trecho do trabalho. De acordo com o trabalho, a escola pública brasileira não vem conseguindo ensinar os alunos a "aprender a aprender".
Atividades recreativas amenizam problemas
Nas cidades da RPT, alguns projetos municipais tentam combater o afastamento de professores motivado por problemas de saúde. A Secretaria de Educação e Saúde Ocupacional de Hortolândia realiza uma série de ações de acolhimento ao professor. Neste ano, uma assistente social foi contratada para cuidar especificamente dos profissionais da educação.
Foram dadas orientações aos gestores para acolher os professores e ficarem atentos aos problemas psicológicos e físicos. Para o ano que vem, a Prefeitura pretende implantar a Casa do Educador, onde o servidor terá massagem, psicólogo, assistente social, dança, ginástica e outras atividades.
Segundo o Sesmet, em Sumaré há uma psicóloga que avalia e acompanha os casos crônicos. Existe também, desde junho, um trabalho em andamento com levantamento estatístico detalhado sobre causas dos afastamentos de professores. O objetivo é fazer um estudo e combater o problema, detectando eventuais abusos e tratando casos que houver necessidade. O estudo será concluído no primeiro semestre de 2012 e apresentado às secretarias.
Governo de SP investe para reduzir licenças
O Governo do Estado criou o programa SP Educação com Saúde no início deste ano, com o objetivo de oferecer não só ações preventivas, mas também suporte para funcionários que apresentem problemas de saúde. Nesses casos, eles serão encaminhados para tratamento de acordo com a especialidade médica. Com o programa, espera-se reduzir a incidência de problemas como estresse ocupacional, doenças osteomusculares, sobrepeso, obesidade, sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, hipertensão, diabetes, transtornos mentais e tabagismo.
O programa recebeu R$ 27 milhões em investimentos para reduzir faltas e licenças médicas. Nesta fase inicial, o projeto está em andamento em 13 diretorias de ensino e 1.057 escolas estaduais da capital, beneficiando 69 mil servidores. As unidades participantes do projeto-piloto realizado entre 2007 e 2008 apresentaram redução significativa no número de faltas e licenças médicas solicitadas por professores. Na Escola Estadual Lasar Segall, na Vila Mariana, em São Paulo, por exemplo, a diminuição chegou a 77%.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Professores e voluntários presenteiam alunos em escola
A iniciativa faz parte do projeto "Cartas de Papai Noel", idealizado pelos próprios funcionários e já está na terceira edição
Professores, coordenadores e voluntários da Escola Estadual do Parque Odimar, em Hortolândia, presentearam nesta sexta-feira (9) cerca de 140 alunos da primeira à quinta série do ensino fundamental.
A iniciativa faz parte do projeto "Cartas de Papai Noel", idealizado pelos próprios funcionários e já está na terceira edição. Há três anos, a escola incentiva os alunos a escreverem cartas para o Papai Noel, para que eles peçam dois presentes, um mais caro e outro mais simples.
As cartas são revisadas pelos professores, reescritas pelos alunos e encaminhadas a amigos dos próprios funcionários, que se voluntariam para doar os presentes.
Segundo a coordenadora da escola, Juelma Batista, todas as crianças são atendidas, geralmente, com o presente mais caro. "É muito emocionante. As crianças ficam contentes porque quase sempre ganham a primeira opção", explica.
Na lista das cartinhas, os presentes variam desde skates até bonecas e aparelhos eletrônicos. Juelma conta que no ano passado, o pai de um aluno veio agradecer a escola pelo filho ter ganhado um par de patins.
"São presentes que muitas vezes os pais não podem dar".
Segundo ela, ontem as crianças ficaram eufóricas quando viram os embrulhos guardados. A coordenadora confessa que também fica emocionada e na expectativa para o dia da distribuição.
A mesma escola participa também de outra iniciativa que envolve a produção de cartas.
O projeto "Fazendo Novos Amigos", idealizado pela Escola Estadual Professor Vito Carmine Cerbasi, de Sumaré, incentiva a troca de cartas entre alunos de duas escolas. A escola do Parque Odimar participou da edição deste ano e, no final, os estudantes se encontraram nas duas cidades.
O Liberal, 09/12/2011
Professores, coordenadores e voluntários da Escola Estadual do Parque Odimar, em Hortolândia, presentearam nesta sexta-feira (9) cerca de 140 alunos da primeira à quinta série do ensino fundamental.
A iniciativa faz parte do projeto "Cartas de Papai Noel", idealizado pelos próprios funcionários e já está na terceira edição. Há três anos, a escola incentiva os alunos a escreverem cartas para o Papai Noel, para que eles peçam dois presentes, um mais caro e outro mais simples.
As cartas são revisadas pelos professores, reescritas pelos alunos e encaminhadas a amigos dos próprios funcionários, que se voluntariam para doar os presentes.
Segundo a coordenadora da escola, Juelma Batista, todas as crianças são atendidas, geralmente, com o presente mais caro. "É muito emocionante. As crianças ficam contentes porque quase sempre ganham a primeira opção", explica.
Na lista das cartinhas, os presentes variam desde skates até bonecas e aparelhos eletrônicos. Juelma conta que no ano passado, o pai de um aluno veio agradecer a escola pelo filho ter ganhado um par de patins.
"São presentes que muitas vezes os pais não podem dar".
Segundo ela, ontem as crianças ficaram eufóricas quando viram os embrulhos guardados. A coordenadora confessa que também fica emocionada e na expectativa para o dia da distribuição.
A mesma escola participa também de outra iniciativa que envolve a produção de cartas.
O projeto "Fazendo Novos Amigos", idealizado pela Escola Estadual Professor Vito Carmine Cerbasi, de Sumaré, incentiva a troca de cartas entre alunos de duas escolas. A escola do Parque Odimar participou da edição deste ano e, no final, os estudantes se encontraram nas duas cidades.
O Liberal, 09/12/2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Alunos trocam cartas em projeto de Sumaré e Hortolândia
Alunos de duas escolas trocam correspondências, se encontram e, em muitos casos, acabam tornando-se amigos
Na Escola Estadual Professor Vito Carmine Cerbasi, em Sumaré, são poucos os alunos que já receberam uma carta. Um projeto idealizado pela escola, porém, faz com que estudantes da 6ª série se correspondam com outros da Escola Estadual Parque Odimar, de Hortolândia, e sintam a ansiedade de esperar pela resposta dos amigos da outra cidade. Depois de trocar as correspondências, eles se encontram, alguns acabam se tornando amigos e até trocam mensagens pela Internet.
O projeto Fazendo Novos Amigos existe desde 2007 e foi criado pela coordenadora Elizabete Zulian, da escola Vitor Carmine. Ela explica que a construção das cartas é acompanhada por professores de português, que corrigem os textos de 120 crianças. O tema principal é a amizade. "Os alunos perguntam ao outro o que fazem fora do horário de aula, como são, que tipo de música gostam, se têm namorada", explica a coordenadora. Entre os objetivos estão incentivar os alunos a conhecer diferentes realidades e despertar o interesse pela leitura e pela escrita.
A comunicação iniciada de forma primária acaba, inevitavelmente, na Internet. "Uma pergunta comum nas cartas é se o colega tem MSN, Orkut e e-mail", conta a professora de português, Rosemeire Estevam, da escola Vito Carmine. O aluno Luis Eduardo Santana, de 12 anos, é um dos exemplos. "Perguntei na carta como ela era e se tinha MSN. Ela disse que sim, me passou e hoje a gente conversa quase todos os dias", conta ele, em meio aos amigos, tentando disfarçar a timidez.
O sucesso do projeto é explicado por Elizabete. Segundo ela, os alunos da primeira edição, de 2007, quando se corresponderam e se encontraram com uma escola do sul de Minas Gerais, ainda se interessam pelas cartas dos alunos mais novos. "Até hoje, nós entramos na sala de aula e eles comentam: 'Como foi o projeto? Vamos fazer de novo?'", conta. A coordenadora da escola Parque Odimar, Juelma Batista, aprovou o encontro. "Foi excelente. Nós estávamos preocupados com o comportamento dos alunos, mas foi tudo bem. Nossos alunos já perguntaram quando vão visitar a Vito Carmine", comemorou.
Publicado no jornal O Liberal, de Americana, em 26/10/2011
Na Escola Estadual Professor Vito Carmine Cerbasi, em Sumaré, são poucos os alunos que já receberam uma carta. Um projeto idealizado pela escola, porém, faz com que estudantes da 6ª série se correspondam com outros da Escola Estadual Parque Odimar, de Hortolândia, e sintam a ansiedade de esperar pela resposta dos amigos da outra cidade. Depois de trocar as correspondências, eles se encontram, alguns acabam se tornando amigos e até trocam mensagens pela Internet.
O projeto Fazendo Novos Amigos existe desde 2007 e foi criado pela coordenadora Elizabete Zulian, da escola Vitor Carmine. Ela explica que a construção das cartas é acompanhada por professores de português, que corrigem os textos de 120 crianças. O tema principal é a amizade. "Os alunos perguntam ao outro o que fazem fora do horário de aula, como são, que tipo de música gostam, se têm namorada", explica a coordenadora. Entre os objetivos estão incentivar os alunos a conhecer diferentes realidades e despertar o interesse pela leitura e pela escrita.
A comunicação iniciada de forma primária acaba, inevitavelmente, na Internet. "Uma pergunta comum nas cartas é se o colega tem MSN, Orkut e e-mail", conta a professora de português, Rosemeire Estevam, da escola Vito Carmine. O aluno Luis Eduardo Santana, de 12 anos, é um dos exemplos. "Perguntei na carta como ela era e se tinha MSN. Ela disse que sim, me passou e hoje a gente conversa quase todos os dias", conta ele, em meio aos amigos, tentando disfarçar a timidez.
O sucesso do projeto é explicado por Elizabete. Segundo ela, os alunos da primeira edição, de 2007, quando se corresponderam e se encontraram com uma escola do sul de Minas Gerais, ainda se interessam pelas cartas dos alunos mais novos. "Até hoje, nós entramos na sala de aula e eles comentam: 'Como foi o projeto? Vamos fazer de novo?'", conta. A coordenadora da escola Parque Odimar, Juelma Batista, aprovou o encontro. "Foi excelente. Nós estávamos preocupados com o comportamento dos alunos, mas foi tudo bem. Nossos alunos já perguntaram quando vão visitar a Vito Carmine", comemorou.
Publicado no jornal O Liberal, de Americana, em 26/10/2011
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