Homem de 50 anos trabalhava na obra de um barracão no distrito de Nova Veneza na manhã desta quarta-feira (4)
O operário Luiz Carlos Marques Oliveira, de 50 anos, morreu soterrado, na manhã de ontem, em uma obra de um condomínio residencial na Estrada Mineko, distrito de Nova Veneza, em Sumaré. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros e do IC (Instituto de Criminalística), ele entrou em uma vala com três metros de profundidade para pegar uma ferramenta que havia caído. Ao entrar, houve um deslizamento de terra, que encobriu o operário até a altura do tórax. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Oliveira era morador do bairro Satélite Íris III, em Campinas, e trabalhava pelo primeiro dia na obra.
Por volta das 10h45, o Corpo de Bombeiros de Sumaré foi chamado para atender a ocorrência. O comandante Laércio Sant'ana Junior informou que o socorro chegou ao local em oito minutos. "Quando chegamos, vítima estava parcialmente soterrada, inconsciente e com a respiração fraca", explicou. Segundo ele, Oliveira teve uma parada cardiorrespiratória. Após os procedimentos médicos, o operário foi encaminhado ao CIS (Centro Integrado de Saúde) de Nova Veneza, mas acabou morrendo. A operação também contou com o apoio do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências (GRAU), de Campinas, e o helicóptero Águia 9, da Polícia Militar.
Durante a tarde, peritos do IC de Americana estiveram no local, onde os operários iniciavam a abertura de uma vala para tubulação de água pluvial. O perito-chefe, Edvaldo Messias de Barros, explicou que não havia escoras na vala pelo fato de os operários estarem trabalhando na parte externa. "A normatização para o serviço prevê o escoramento quando há um trabalho interno. O fato de a vítima entrar no buraco foi uma ação fortuita. Ele não estava trabalhando dentro da vala. A ação correta era não ter entrado".
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Mobiliário de Campinas, Francisco Aparecido da Silva, deu outra versão ao caso e apontou que houve negligência por parte dos trabalhadores. "Fez a vala, tem que fazer o escoramento. Disseram que o funcionário não estava trabalhando e que ele desceu para pegar uma ferramenta, mas não tinha só uma ferramenta. Havia outras. Então, tudo leva a crer que alguém estava trabalhando".
Em nota, a empresa responsável pelas obras, Log Commercial Properties, informou que Oliveira era funcionário da SGO Engenharia, uma terceirizada. Elas afirmaram que estão apurando os fatos e que vão prestar apoio à família de Oliveira.
O Liberal, 05/01/2012
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