Ainda que eu não tenha certeza se "Tristeza" é uma composição de Vinicius de Moraes, é notável a maravilha que é ouvi-la. Maravilha muito graças ao violão de Toquinho.
Escutei ou li por aí que a tristeza é o estado "normal" de todo ser humano. Como cantou Tom Jobim, ela não tem fim, bem diferente da felicidade, que muitas vezes não passa de uma efemeridade. Talvez tristeza e felicidade fossem extremos e existisse algo entre elas? Acima de zero, feliz? Abaixo de zero, triste? Vai saber...
Mas luto pelo direito de ser triste. O descontentamento com as coisas do cotidiano é o que muitas vezes impulsiona revoluções, superações, além de servir de tema e inspiração a muitas canções e outras manifestações artísticas na história da humanidade. Felicidade é algo bom, claro. E talvez seja bom porque seja raro, porque não está presente todos os dias, a todo momento. Viver com a tristeza ao lado, iminente, parece-me mais agradável. A chegada da felicidade é como aquela pessoa que há muito você não via e quando vê, supresa, e adeus tristeza.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Sem raça definida
Ouve-se nas primeiras semanas das escolas de jornalismo, quando o aluno ainda sequer tem a noção do que seja o gancho da reportagem, que a notícia possui dois lados. Ai de quem se esqueça de entrevistar fulano ou sicrano. É pedir para ouvir as broncas do professor ou se envergonhar com uma nota medíocre. Com poucos meses de profissão, porém, e talvez após alguns semestres de universidade, aprende-se naturalmente que não existem dois lados ou duas versões, mas sim vários ou várias.
O dever do jornalista com a sociedade prevê que o profissional a entenda e a traduza ao leitor, portanto, limitar-se a ouvir um e outro torna a reportagem pobre, o contexto mal definido e o fato mal transmitido. Dá margem a reações instantâneas, infundadas e, por vezes, cruéis. A cobertura in loco, ou seja, onde os fatos acontecem, geralmente traz resultados mais satisfatórios. Detalhes que poderiam dar outro viés ao assunto são muito mais perceptíveis quando se sai a campo para “farejar” a notícia.
Percebi tais efeitos em diversas reportagens sobre o ataque de um "pitbull” a cinco pessoas, em Sumaré, no dia 22 de março. No afã de ser o primeiro veículo a dar a matéria, a raça, conhecida pela ferocidade, foi cravada por praticamente todos os jornais como autora dos ataques, o que, obviamente, despertou a ira de leitores, em especial, dos mais conectados. O relato do incidente foi recheado de versões pobres e clichês e o dono do cão, massacrado verbalmente.
Responsáveis por apurar as informações do ataque, este repórter e o repórter fotográfico foram aos bairros onde as vítimas haviam sido mordidas. Por volta das 10h da manhã, o dono do cão, Antonio Cândido, baiano de Caitité, de 78 anos, morador de uma casa onde um famoso vereador petista ainda tem a candidatura a deputado estampada no muro, apareceu quase que em câmera lenta e fisicamente estafado pela idade. Quando íamos começar o papo, surge o “pitbull”.
Espantei-me com a tamanha fragilidade do cão. As costelas à mostra, as patas traseiras prestes a desabar, um olhar assustado e a melancolia do dia quebrada pela presença de estranhos. O focinho lembrava o de um pitbull, mas o animal de Cândido estava longe de representar a raça. Ainda assim, no pôr do sol anterior, o vira-lata foi mais esperto que o frágil dono e escapou quando o portão se abriu a uma amiga que vinha de visita. Ouvi, então, dos próprios atacados as diversas versões e, cruzando com a de outras testemunhas e autoridades, cheguei à conclusão que foi estampada neste jornal no dia 24 de março: um cão qualquer (e não um monstro com um dono incompetente) em um dia de fúria. Depois de tudo que li e vi, me senti com o dever cumprido.
O Liberal, 29/03/2012
O dever do jornalista com a sociedade prevê que o profissional a entenda e a traduza ao leitor, portanto, limitar-se a ouvir um e outro torna a reportagem pobre, o contexto mal definido e o fato mal transmitido. Dá margem a reações instantâneas, infundadas e, por vezes, cruéis. A cobertura in loco, ou seja, onde os fatos acontecem, geralmente traz resultados mais satisfatórios. Detalhes que poderiam dar outro viés ao assunto são muito mais perceptíveis quando se sai a campo para “farejar” a notícia.
Percebi tais efeitos em diversas reportagens sobre o ataque de um "pitbull” a cinco pessoas, em Sumaré, no dia 22 de março. No afã de ser o primeiro veículo a dar a matéria, a raça, conhecida pela ferocidade, foi cravada por praticamente todos os jornais como autora dos ataques, o que, obviamente, despertou a ira de leitores, em especial, dos mais conectados. O relato do incidente foi recheado de versões pobres e clichês e o dono do cão, massacrado verbalmente.
Responsáveis por apurar as informações do ataque, este repórter e o repórter fotográfico foram aos bairros onde as vítimas haviam sido mordidas. Por volta das 10h da manhã, o dono do cão, Antonio Cândido, baiano de Caitité, de 78 anos, morador de uma casa onde um famoso vereador petista ainda tem a candidatura a deputado estampada no muro, apareceu quase que em câmera lenta e fisicamente estafado pela idade. Quando íamos começar o papo, surge o “pitbull”.
Espantei-me com a tamanha fragilidade do cão. As costelas à mostra, as patas traseiras prestes a desabar, um olhar assustado e a melancolia do dia quebrada pela presença de estranhos. O focinho lembrava o de um pitbull, mas o animal de Cândido estava longe de representar a raça. Ainda assim, no pôr do sol anterior, o vira-lata foi mais esperto que o frágil dono e escapou quando o portão se abriu a uma amiga que vinha de visita. Ouvi, então, dos próprios atacados as diversas versões e, cruzando com a de outras testemunhas e autoridades, cheguei à conclusão que foi estampada neste jornal no dia 24 de março: um cão qualquer (e não um monstro com um dono incompetente) em um dia de fúria. Depois de tudo que li e vi, me senti com o dever cumprido.
O Liberal, 29/03/2012
domingo, 25 de março de 2012
Famílias temem reedição do caso Pinheirinho em Sumaré
Cerca de 300 famílias do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) estão vivendo preocupadas na Ocupação Zumbi dos Palmares, no Jardim Denadai, em Sumaré. Elas temem que a reintegração de posse aconteça a qualquer momento já que estão ilegais no terreno particular. Segundo informações dos coordenadores do movimento local, um acordo firmado entre a Prefeitura de Sumaré e advogados dos proprietários e dos ocupantes da área venceu no dia 10 de fevereiro deste ano. Com isso, bastaria uma liminar expedida pela Justiça da cidade para que o local fosse desocupado pacificamente ou à força. Na última sexta-feira, 23, a reportagem do LIBERAL caminhou pelo assentamento, conversou com moradores e ouviu sobre o temor de que a situação possa se assemelhar ao "caso Pinheirinho".
Em 2010, as famílias conseguiram firmar um acordo para que permanecessem na área até o dia 10 de fevereiro deste ano, esperando pela construção das moradias via Governo Federal e Prefeitura. Uma das exigências para a permanência era a de que, ao final do prazo estipulado, as famílias saíssem independente da solução para o problema habitacional. Até então, a construção das casas está emperrada após o pedido de alteração nos projetos e a troca de empresas responsáveis. Não há previsão de que as 450 unidades sejam entregues.
Sem ter para onde ir, alguns dos moradores tocam o cotidiano temerosos do que vão encontrar após a volta do trabalho ou da escola. A coordenadora Lair Serra de Almeida, de 51 anos, explica.
"Se eles vierem até aqui para a desocupação, não vão acabar só com as moradias. Vão acabar com os trabalhos, com os colégios e com as creches que fazem parte da vida das pessoas".
Pinheirinho
A desocupação ocorrida em 22 de janeiro na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), foi citada por coordenadores da Ocupação Zumbi dos Palmares. Na época, surgiram críticas à atuação da Polícia Militar, que teria sido violenta de acordo com os moradores do local. De acordo com Lair, algumas famílias já deixaram a ocupação temendo que a ação pudesse se repetir. Desde o caso de São José e o fim do acordo, as reformas e a manutenção dos barracões já não ocorrem com frequência. A coordenadora Fátima da Silva, no entanto, garante que o grupo tenta manter a rotina e trabalha para que os problemas sejam resolvidos. "A coordenação tem feito reuniões para se informar sobre o andamento da construção das moradias e para passar os assuntos ao pessoal que vive aqui", conta.
Outro lado
A reportagem procurou a Administração Municipal, através do Departamento de Comunicação, informou sobre o fim do acordo e questionou sobre as providências que estariam sendo tomadas.
Como resposta, o Departamento afirmou que "as tratativas entre a Prefeitura e o proprietário da área estão mantidas, assim como representantes do Ministério das Cidades, MTST e promotores. Portanto, reintegração de posse é algo que não faz parte dos encaminhamentos desta questão". O advogado do Movimento também foi procurado, mas não houve contato até a noite de sexta-feira.
Ocupação no local é considerada precária
Pequenos comércios se espalham, um ao lado do outro, vendendo sorvetes, DVDs, brinquedos, roupas e outros produtos
Não fosse pela precariedade do local, a Avenida Zumbi dos Palmares, que corta todo o terreno da Ocupação, seria uma via comum. Logo na entrada da rua de terra e esburacada, pequenos comércios se espalham, um ao lado do outro, vendendo sorvetes, DVDs, brinquedos, roupas e outros produtos. Seguindo, os barracões começam a surgir, construídos com pedaços de madeira, telhas, papelões e qualquer coisa que seja suficientemente resistente.
Em algumas casas do local, é possível ouvir o som de videogames e encontrar antenas de TV por assinatura. Numa esquina, quatro crianças sequer notam a presença da reportagem e se divertem brincando com bolas de gude. Outras caminham com os cabelos penteados e os uniformes escolares rumo a EMEI (Escola Municipal de Ensino Infantil) Jardim Denadai.
A coordenadora Lair, que chegou à Ocupação logo no início, no final de 2009, conta que os problemas são muitos e cita alguns. "Quando chove é muito complicado, mas certa vez houve um incêndio e o pessoal da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) não conseguia achar o local porque não tinha a Ocupação no mapa. Deu o maior trabalho", relembra, com bom humor. Apesar da descontração, olhando ao redor, o local se mostra carente de qualquer tipo de infraestrutura. Uma opção indesejada por quem sobrevive por ali.
Famílias estão em fábrica ocupada de Sumaré
Pessoas viviam em uma ocupação entre os bairros Jardim Minda e Jardim São Jorge
Depois de serem despejadas, 22 famílias estão vivendo em um barracão da fábrica Flaskô, ocupada por funcionários em 2003, após falência. Elas viviam em uma ocupação entre os bairros Jardim Minda e Jardim São Jorge, em Hortolândia. No dia 24 de outubro do ano passado, a Polícia Militar realizou a reintegração de posse da área ocupada, onde mais de 500 famílias ligadas ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) estavam acampadas desde agosto do mesmo ano. No final da madrugada, cerca de 150 policiais chegaram à Rua Goiás, local do terreno de 71 mil metros quadrado ocupado pelas famílias do MTST. Alguns integrantes do movimento reclamaram de truculência dos policiais, mas a ação acabou sendo pacífica. A major do 48º Batalhão da Polícia Militar, Damicélia de Lima Kanno, coordenou a retirada das famílias e afirmou que os policiais estavam apenas cumprindo uma liminar expedida pela justiça hortolandense e que não houve qualquer reação por parte dos ocupados.
Em conversa com a reportagem do LIBERAL, o coordenador da antiga ocupação, Zezito Alves da Silva, explicou que o barracão da Flaskô abriga somente as famílias que não tem nenhum lugar para ir. Ele explicou que, ultimamente, o grupo não tem dialogado com a Prefeitura de Hortolândia, mas sim com o Governo Federal e com a Caixa Econômica Federal. "Há um projeto pré-aprovado de 200 unidades de uma construtora que deve ter entrada nos próximos dias na Caixa", afirmou.
O Liberal, 25/03/2012
Em 2010, as famílias conseguiram firmar um acordo para que permanecessem na área até o dia 10 de fevereiro deste ano, esperando pela construção das moradias via Governo Federal e Prefeitura. Uma das exigências para a permanência era a de que, ao final do prazo estipulado, as famílias saíssem independente da solução para o problema habitacional. Até então, a construção das casas está emperrada após o pedido de alteração nos projetos e a troca de empresas responsáveis. Não há previsão de que as 450 unidades sejam entregues.
Sem ter para onde ir, alguns dos moradores tocam o cotidiano temerosos do que vão encontrar após a volta do trabalho ou da escola. A coordenadora Lair Serra de Almeida, de 51 anos, explica.
"Se eles vierem até aqui para a desocupação, não vão acabar só com as moradias. Vão acabar com os trabalhos, com os colégios e com as creches que fazem parte da vida das pessoas".
Pinheirinho
A desocupação ocorrida em 22 de janeiro na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), foi citada por coordenadores da Ocupação Zumbi dos Palmares. Na época, surgiram críticas à atuação da Polícia Militar, que teria sido violenta de acordo com os moradores do local. De acordo com Lair, algumas famílias já deixaram a ocupação temendo que a ação pudesse se repetir. Desde o caso de São José e o fim do acordo, as reformas e a manutenção dos barracões já não ocorrem com frequência. A coordenadora Fátima da Silva, no entanto, garante que o grupo tenta manter a rotina e trabalha para que os problemas sejam resolvidos. "A coordenação tem feito reuniões para se informar sobre o andamento da construção das moradias e para passar os assuntos ao pessoal que vive aqui", conta.
Outro lado
A reportagem procurou a Administração Municipal, através do Departamento de Comunicação, informou sobre o fim do acordo e questionou sobre as providências que estariam sendo tomadas.
Como resposta, o Departamento afirmou que "as tratativas entre a Prefeitura e o proprietário da área estão mantidas, assim como representantes do Ministério das Cidades, MTST e promotores. Portanto, reintegração de posse é algo que não faz parte dos encaminhamentos desta questão". O advogado do Movimento também foi procurado, mas não houve contato até a noite de sexta-feira.
Ocupação no local é considerada precária
Pequenos comércios se espalham, um ao lado do outro, vendendo sorvetes, DVDs, brinquedos, roupas e outros produtos
Não fosse pela precariedade do local, a Avenida Zumbi dos Palmares, que corta todo o terreno da Ocupação, seria uma via comum. Logo na entrada da rua de terra e esburacada, pequenos comércios se espalham, um ao lado do outro, vendendo sorvetes, DVDs, brinquedos, roupas e outros produtos. Seguindo, os barracões começam a surgir, construídos com pedaços de madeira, telhas, papelões e qualquer coisa que seja suficientemente resistente.
Em algumas casas do local, é possível ouvir o som de videogames e encontrar antenas de TV por assinatura. Numa esquina, quatro crianças sequer notam a presença da reportagem e se divertem brincando com bolas de gude. Outras caminham com os cabelos penteados e os uniformes escolares rumo a EMEI (Escola Municipal de Ensino Infantil) Jardim Denadai.
A coordenadora Lair, que chegou à Ocupação logo no início, no final de 2009, conta que os problemas são muitos e cita alguns. "Quando chove é muito complicado, mas certa vez houve um incêndio e o pessoal da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) não conseguia achar o local porque não tinha a Ocupação no mapa. Deu o maior trabalho", relembra, com bom humor. Apesar da descontração, olhando ao redor, o local se mostra carente de qualquer tipo de infraestrutura. Uma opção indesejada por quem sobrevive por ali.
Famílias estão em fábrica ocupada de Sumaré
Pessoas viviam em uma ocupação entre os bairros Jardim Minda e Jardim São Jorge
Depois de serem despejadas, 22 famílias estão vivendo em um barracão da fábrica Flaskô, ocupada por funcionários em 2003, após falência. Elas viviam em uma ocupação entre os bairros Jardim Minda e Jardim São Jorge, em Hortolândia. No dia 24 de outubro do ano passado, a Polícia Militar realizou a reintegração de posse da área ocupada, onde mais de 500 famílias ligadas ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) estavam acampadas desde agosto do mesmo ano. No final da madrugada, cerca de 150 policiais chegaram à Rua Goiás, local do terreno de 71 mil metros quadrado ocupado pelas famílias do MTST. Alguns integrantes do movimento reclamaram de truculência dos policiais, mas a ação acabou sendo pacífica. A major do 48º Batalhão da Polícia Militar, Damicélia de Lima Kanno, coordenou a retirada das famílias e afirmou que os policiais estavam apenas cumprindo uma liminar expedida pela justiça hortolandense e que não houve qualquer reação por parte dos ocupados.
Em conversa com a reportagem do LIBERAL, o coordenador da antiga ocupação, Zezito Alves da Silva, explicou que o barracão da Flaskô abriga somente as famílias que não tem nenhum lugar para ir. Ele explicou que, ultimamente, o grupo não tem dialogado com a Prefeitura de Hortolândia, mas sim com o Governo Federal e com a Caixa Econômica Federal. "Há um projeto pré-aprovado de 200 unidades de uma construtora que deve ter entrada nos próximos dias na Caixa", afirmou.
O Liberal, 25/03/2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Cassação é barrada pela Câmara de Hortolândia
Câmara dos Vereadores rejeitou por oito votos a quatro o pedido de cassação do prefeito Ângelo Augusto Perugini (PT)
A Câmara de Hortolândia rejeitou, por oito votos a quatro, o pedido de cassação do prefeito Ângelo Augusto Perugini (PT), feito pelo vereador de oposição Lenivaldo Pauliuki (PSDB).Em sessão tumultuada na tarde de ontem foi apresentado e rejeitado um requerimento de abertura de uma CP (Comissão Processante) destinada a apurar supostos atos de improbidade administrativa que teriam sido cometidos pelo prefeito. A aprovação dependeria do voto favorável de pelo menos sete parlamentares. Além de Pauliuki, apoiaram a investigação os vereadores George Burlandy (PR), Edvan Albuquerque (PMDB) e Jair Padovani (DEM).
A base aliada do governo, liderada pelo vereador Paulo Pereira Filho (PPL), qualificou a iniciativa em ano eleitoral de "denuncismo" e "oportunista". Cerca de 200 pessoas estiveram na Câmara ontem. Na tribuna, Pauliuki listou três investigações do MP em que Perugini aparece como um dos envolvidos. Citou a apuração de supostas irregularidades no aluguel de veículos e na contratação de empresa fornecedora de kits de material escolar e o pedido de cassação feito pelo MP no mês passado.
Base critica
Líder do governo no Legislativo, Paulo Pereira Filho criticou a oposição e afirmou se tratar de um movimento para desgastar o governo de Perugini. "Os companheiros entram com pedido de abertura de CP usando denúncias do MP, uma delas, da O. O. Lima, que ainda não foi nem aceita pelo juiz. Se eu abro a CP, casso Perugini, começo a investigar, mesmo que não encontre indícios, a condenação pública dele já está feita. E isso interessa a quem? Àqueles que estão fora e querem entrar", justificou. O parlamentar ainda fez uma ressalva. "Se a Justiça condenar o prefeito, nós vamos tirá-lo do cargo".
Burlandy desqualificou os argumentos da base governista. "Houve manobra dos vereadores que apoiam o Executivo, que bloquearam a CP com argumentos que acho extremamente fracos. Você fazer o seu papel e dar transparência aos fatos nunca é demais. O Legislativo não fez sua parte", frisou.
O Liberal, 13/03/2012
A Câmara de Hortolândia rejeitou, por oito votos a quatro, o pedido de cassação do prefeito Ângelo Augusto Perugini (PT), feito pelo vereador de oposição Lenivaldo Pauliuki (PSDB).Em sessão tumultuada na tarde de ontem foi apresentado e rejeitado um requerimento de abertura de uma CP (Comissão Processante) destinada a apurar supostos atos de improbidade administrativa que teriam sido cometidos pelo prefeito. A aprovação dependeria do voto favorável de pelo menos sete parlamentares. Além de Pauliuki, apoiaram a investigação os vereadores George Burlandy (PR), Edvan Albuquerque (PMDB) e Jair Padovani (DEM).
A base aliada do governo, liderada pelo vereador Paulo Pereira Filho (PPL), qualificou a iniciativa em ano eleitoral de "denuncismo" e "oportunista". Cerca de 200 pessoas estiveram na Câmara ontem. Na tribuna, Pauliuki listou três investigações do MP em que Perugini aparece como um dos envolvidos. Citou a apuração de supostas irregularidades no aluguel de veículos e na contratação de empresa fornecedora de kits de material escolar e o pedido de cassação feito pelo MP no mês passado.
Base critica
Líder do governo no Legislativo, Paulo Pereira Filho criticou a oposição e afirmou se tratar de um movimento para desgastar o governo de Perugini. "Os companheiros entram com pedido de abertura de CP usando denúncias do MP, uma delas, da O. O. Lima, que ainda não foi nem aceita pelo juiz. Se eu abro a CP, casso Perugini, começo a investigar, mesmo que não encontre indícios, a condenação pública dele já está feita. E isso interessa a quem? Àqueles que estão fora e querem entrar", justificou. O parlamentar ainda fez uma ressalva. "Se a Justiça condenar o prefeito, nós vamos tirá-lo do cargo".
Burlandy desqualificou os argumentos da base governista. "Houve manobra dos vereadores que apoiam o Executivo, que bloquearam a CP com argumentos que acho extremamente fracos. Você fazer o seu papel e dar transparência aos fatos nunca é demais. O Legislativo não fez sua parte", frisou.
O Liberal, 13/03/2012
Em um ano, multas renderam R$ 1 mi
Desde fevereiro de 2011, 47,6 mil motoristas foram flagrados pelos 'espiões'
A Prefeitura de Hortolândia arrecadou pouco mais de R$ 1 milhão com as multas aplicadas pelos radares da cidade durante o primeiro ano de operação, compreendido entre fevereiro de 2011 e o mesmo mês deste ano. Dados divulgados recentemente pela Administração apontam que ocorreram 47,6 mil infrações. Em um ano, os agentes de trânsito da cidade também aplicaram outras 3.450 multas. Na época, não foi divulgado a quantia gerada pelas autuações.
Segundo a Prefeitura, o valor arrecadado por meio dos serviços de fiscalização eletrônica é utilizado somente para pagamentos das prestadoras de serviços das empresas Engebras, Correios e Prodesp (Sistema de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Questionada, ela não informou quanto cada uma recebe. São arrecadados aproximadamente R$100 mil por mês, confirmando o valor de pouco mais de R$ 1.014.940,21 milhão.
Hoje, são 13 pontos fixos de fiscalização e uma lombada eletrônica, localizados nas principais vias, como a Olívio Franceschini (Parque dos Pinheiros e região central), Avenida da Emancipação (Jardim Mirante) e Avenida Santana (Jardim Amanda). Segundo números do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Hortolândia possui atualmente uma frota de aproximadamente 68 mil veículos.
Com a implantação dos radares, o número de acidentes de trânsito registrados em Hortolândia caiu 56% de fevereiro de 2011 até agora. Os dados do Departamento de Mobilidade Urbana indicam que durante todo o ano de 2010, período em que os equipamentos de fiscalização eletrônica ainda não estavam na ativa, ocorreram 1.690 acidentes de trânsito em Hortolândia. Já em 2011, durante todo o ano foram 735 acidentes, como capotamentos, colisões e atropelamentos. Os radares foram implantados em fevereiro do ano passado.
Conversão
Os moradores de Hortolândia, que receberem notificação de multas leves de trânsito, como as por estacionamento em local proibido, podem solicitar junto à Prefeitura a conversão da infração para autuação de trânsito. Para isso, o condutor notificado deverá frequentar um curso de capacitação, oferecido pelo Departamento de Mobilidade Urbana. Com isso, a multa leve é extinta e o motorista pode dirigir sem pendências junto à autoridade de trânsito.
Os interessados devem procurar o Departamento de Mobilidade Urbana, localizado na Rua Wilson Chibin, nº 40, no Remanso Campineiro, para protocolar a solicitação. Os casos serão analisados individualmente e o condutor será avisado se o pedido da conversão foi ou não aceito.
O Liberal, 10/03/2012
A Prefeitura de Hortolândia arrecadou pouco mais de R$ 1 milhão com as multas aplicadas pelos radares da cidade durante o primeiro ano de operação, compreendido entre fevereiro de 2011 e o mesmo mês deste ano. Dados divulgados recentemente pela Administração apontam que ocorreram 47,6 mil infrações. Em um ano, os agentes de trânsito da cidade também aplicaram outras 3.450 multas. Na época, não foi divulgado a quantia gerada pelas autuações.
Segundo a Prefeitura, o valor arrecadado por meio dos serviços de fiscalização eletrônica é utilizado somente para pagamentos das prestadoras de serviços das empresas Engebras, Correios e Prodesp (Sistema de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Questionada, ela não informou quanto cada uma recebe. São arrecadados aproximadamente R$100 mil por mês, confirmando o valor de pouco mais de R$ 1.014.940,21 milhão.
Hoje, são 13 pontos fixos de fiscalização e uma lombada eletrônica, localizados nas principais vias, como a Olívio Franceschini (Parque dos Pinheiros e região central), Avenida da Emancipação (Jardim Mirante) e Avenida Santana (Jardim Amanda). Segundo números do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Hortolândia possui atualmente uma frota de aproximadamente 68 mil veículos.
Com a implantação dos radares, o número de acidentes de trânsito registrados em Hortolândia caiu 56% de fevereiro de 2011 até agora. Os dados do Departamento de Mobilidade Urbana indicam que durante todo o ano de 2010, período em que os equipamentos de fiscalização eletrônica ainda não estavam na ativa, ocorreram 1.690 acidentes de trânsito em Hortolândia. Já em 2011, durante todo o ano foram 735 acidentes, como capotamentos, colisões e atropelamentos. Os radares foram implantados em fevereiro do ano passado.
Conversão
Os moradores de Hortolândia, que receberem notificação de multas leves de trânsito, como as por estacionamento em local proibido, podem solicitar junto à Prefeitura a conversão da infração para autuação de trânsito. Para isso, o condutor notificado deverá frequentar um curso de capacitação, oferecido pelo Departamento de Mobilidade Urbana. Com isso, a multa leve é extinta e o motorista pode dirigir sem pendências junto à autoridade de trânsito.
Os interessados devem procurar o Departamento de Mobilidade Urbana, localizado na Rua Wilson Chibin, nº 40, no Remanso Campineiro, para protocolar a solicitação. Os casos serão analisados individualmente e o condutor será avisado se o pedido da conversão foi ou não aceito.
O Liberal, 10/03/2012
Emei está funcionando sem laudo
Questionada sobre a existência do documento, a Prefeitura de Hortolândia desconversou
O prédio da EMEI (Escola Municipal de Ensino Infantil) Chácaras Acaraí, em Hortolândia, funciona sem laudo técnico específico para atender aos estudantes. No local, 233 alunos de zero a cinco anos estudam nos períodos da manhã e da tarde. O vereador Lenivaldo Pauliuki (PSDB) fez um requerimento no mês passado pedindo informações sobre as condições da escola. Para o parlamentar, a EMEI, que funciona desde o dia 30 de maio do ano passado, não possui estrutura que dê segurança.
Recentemente, a reportagem esteve no local e perguntou a uma funcionária sobre o laudo. Ela disse não saber confirmar se havia ou não. Questionada sobre a existência do documento, a Prefeitura de Hortolândia desconversou e apenas informou que estava se adequando. "A Prefeitura informa, por meio da Secretaria de Educação, que foram tomadas todas as providências necessárias de adaptação do prédio para o início do ano letivo. As medidas garantem segurança aos alunos da EMEI Chácaras Acaraí. O processo de adaptação continua até a conclusão do projeto de reestruturação do local."
Ao vereador, no entanto, a resposta assinada pelo prefeito Ângelo Augusto Perugini (PT) à pergunta "este prédio possui laudo do Corpo de Bombeiros?" foi "Em andamento". Segundo Pauliuki, que esteve no local, a escola só possui uma porta de saída e entrada dos alunos, o que comprometeria, por exemplo, a evacuação em caso de emergência. No requerimento ele listou uma série de problemas que a EMEI apresentaria. "As salas são pequenas e insuficientes para abrigar 20 crianças, uma vez que, possuem proximadamente16 metros quadrados, são escuras e sem ventilação tendo que permanecer o dia todo com a luz e o ventilador ligados", criticou.
Segundo a Administração, o valor gasto com a compra do imóvel que abriga a EMEI é de R$ 778 mil. Já o total gasto com a reforma é de R$ 193 mil. "O ideal para desenvolver atividades de forma satisfatória com os alunos seria um espaço físico de pelo menos dois mil metros quadrados, espaço que a unidade escolar não possui".
O Liberal, 02/03/2012
O prédio da EMEI (Escola Municipal de Ensino Infantil) Chácaras Acaraí, em Hortolândia, funciona sem laudo técnico específico para atender aos estudantes. No local, 233 alunos de zero a cinco anos estudam nos períodos da manhã e da tarde. O vereador Lenivaldo Pauliuki (PSDB) fez um requerimento no mês passado pedindo informações sobre as condições da escola. Para o parlamentar, a EMEI, que funciona desde o dia 30 de maio do ano passado, não possui estrutura que dê segurança.
Recentemente, a reportagem esteve no local e perguntou a uma funcionária sobre o laudo. Ela disse não saber confirmar se havia ou não. Questionada sobre a existência do documento, a Prefeitura de Hortolândia desconversou e apenas informou que estava se adequando. "A Prefeitura informa, por meio da Secretaria de Educação, que foram tomadas todas as providências necessárias de adaptação do prédio para o início do ano letivo. As medidas garantem segurança aos alunos da EMEI Chácaras Acaraí. O processo de adaptação continua até a conclusão do projeto de reestruturação do local."
Ao vereador, no entanto, a resposta assinada pelo prefeito Ângelo Augusto Perugini (PT) à pergunta "este prédio possui laudo do Corpo de Bombeiros?" foi "Em andamento". Segundo Pauliuki, que esteve no local, a escola só possui uma porta de saída e entrada dos alunos, o que comprometeria, por exemplo, a evacuação em caso de emergência. No requerimento ele listou uma série de problemas que a EMEI apresentaria. "As salas são pequenas e insuficientes para abrigar 20 crianças, uma vez que, possuem proximadamente16 metros quadrados, são escuras e sem ventilação tendo que permanecer o dia todo com a luz e o ventilador ligados", criticou.
Segundo a Administração, o valor gasto com a compra do imóvel que abriga a EMEI é de R$ 778 mil. Já o total gasto com a reforma é de R$ 193 mil. "O ideal para desenvolver atividades de forma satisfatória com os alunos seria um espaço físico de pelo menos dois mil metros quadrados, espaço que a unidade escolar não possui".
O Liberal, 02/03/2012
Incêndio destrói casa no Jardim Santana, em Hortolândia
Defesa Civil do município e quatro viaturas do Corpo de Bombeiros de Campinas foram acionadas para conter o fogo
Um incêndio na tarde de ontem destruiu uma residência na Rua Odilon Gomes, no bairro Jardim Santana, em Hortolândia. A Defesa Civil do município e quatro viaturas do Corpo de Bombeiros de Campinas foram acionadas para conter o fogo. Duas pessoas que moravam na casa sofreram queimaduras leves e foram socorridas e passam bem. Engenheiros da Defesa Civil vão avaliar se a estrutura das residências vizinhas foi comprometida.
Segundo o tenente Anderson Teixeira, comandante das operações do Corpo de Bombeiros de Campinas, a ocorrência foi informada por volta das 15h. "Quando chegamos ao local, o fogo tinha tomado totalmente a residência e havia perigo de passar para as casas do fundo e da lateral", informou. Um dos moradores vizinhos à residência, o funcionário público José Hélio Marcolino, contou que os ocupantes da casa, identificados como Helena e Claudinei, ambos de aproximadamente 50 anos, tiveram de sair pelos fundos. Outra vizinha, Terezinha de Jesus Fortunato, relatou o momento. "Senti o cheiro de queimado e vi o fogo se alastrando pela casa. Só via o vulto deles se mexendo tentando apagar. Ficou tudo no chão, não sobrou mais nada", lamentou. Segundo ela, no local havia muita madeira e funcionava uma oficina de reparo de móveis.
As vítimas foram encaminhadas ao Hospital Mário Covas com queimaduras leves no braço e na barriga. De acordo com o tenente, o helicóptero Águia, da Polícia Militar, foi acionado, mas não chegou a ser utilizado. Segundo ele, a ação do calor pode ter danificado a estrutura das casas vizinhas e deverá passar por uma avaliação de engenheiros da Prefeitura. Sobre a causa do incêndio, o tenente não soube precisar. "Na frente do local funcionava um comércio. Tudo indica que o fogo começou ali".
DEMORA
A falta de uma guarnição do Corpo de Bombeiros em Hortolândia já foi alvo de questionamentos na Câmara Municipal por parte do vereador George Burlandy (PR), na sessão de ontem. Em resposta, a Prefeitura informou que, apesar de o serviço ser do Estado, há esforços para a criação de uma guarnição municipal, mas não marcou data para isso.
O Liberal, 13/03/2012
Um incêndio na tarde de ontem destruiu uma residência na Rua Odilon Gomes, no bairro Jardim Santana, em Hortolândia. A Defesa Civil do município e quatro viaturas do Corpo de Bombeiros de Campinas foram acionadas para conter o fogo. Duas pessoas que moravam na casa sofreram queimaduras leves e foram socorridas e passam bem. Engenheiros da Defesa Civil vão avaliar se a estrutura das residências vizinhas foi comprometida.
Segundo o tenente Anderson Teixeira, comandante das operações do Corpo de Bombeiros de Campinas, a ocorrência foi informada por volta das 15h. "Quando chegamos ao local, o fogo tinha tomado totalmente a residência e havia perigo de passar para as casas do fundo e da lateral", informou. Um dos moradores vizinhos à residência, o funcionário público José Hélio Marcolino, contou que os ocupantes da casa, identificados como Helena e Claudinei, ambos de aproximadamente 50 anos, tiveram de sair pelos fundos. Outra vizinha, Terezinha de Jesus Fortunato, relatou o momento. "Senti o cheiro de queimado e vi o fogo se alastrando pela casa. Só via o vulto deles se mexendo tentando apagar. Ficou tudo no chão, não sobrou mais nada", lamentou. Segundo ela, no local havia muita madeira e funcionava uma oficina de reparo de móveis.
As vítimas foram encaminhadas ao Hospital Mário Covas com queimaduras leves no braço e na barriga. De acordo com o tenente, o helicóptero Águia, da Polícia Militar, foi acionado, mas não chegou a ser utilizado. Segundo ele, a ação do calor pode ter danificado a estrutura das casas vizinhas e deverá passar por uma avaliação de engenheiros da Prefeitura. Sobre a causa do incêndio, o tenente não soube precisar. "Na frente do local funcionava um comércio. Tudo indica que o fogo começou ali".
DEMORA
A falta de uma guarnição do Corpo de Bombeiros em Hortolândia já foi alvo de questionamentos na Câmara Municipal por parte do vereador George Burlandy (PR), na sessão de ontem. Em resposta, a Prefeitura informou que, apesar de o serviço ser do Estado, há esforços para a criação de uma guarnição municipal, mas não marcou data para isso.
O Liberal, 13/03/2012
Serviço deixa usuários 'na mão'
Telefone criado para orientar passageiros não funciona
O telefone disponibilizado pela Secretaria de Planejamento Urbano de Hortolândia para atender às dúvidas, reclamações e sugestões sobre o sistema integrado de transporte municipal não funciona. O usuário que disca o número 3965-7228 ouve um som de ocupado ou a frase "este número de telefone não existe". Procurada, a Prefeitura não se manifestou.
A primeira etapa da integração completa hoje uma semana. A Prefeitura subdividiu os trajetos existentes e reestruturou algumas linhas. Segundo o secretário de Planejamento Urbano Ronaldo Alves dos Reis, o número de ônibus circulando na cidade aumentou e a distância percorrida por eles diminuiu.
A mudança foi alvo de críticas por parte dos usuários. Entre as principais queixas estão atraso, mudança nos itinerários, longa espera nos pontos de ônibus e a falta de informações sobre as alterações. A Prefeitura e a EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano) disponibilizaram fiscais e monitores no Terminal Metropolitano. O secretário rebateu as críticas dizendo que os primeiros dias são um período de adaptação. Nesta semana, Reis garantiu estar recebendo informações positivas por parte dos usuários sobre a integração implantada. Os novos itinerários podem ser encontrados no site da Prefeitura (www.hortolandia.sp.gov.br).
O Liberal, 10/03/2012
O telefone disponibilizado pela Secretaria de Planejamento Urbano de Hortolândia para atender às dúvidas, reclamações e sugestões sobre o sistema integrado de transporte municipal não funciona. O usuário que disca o número 3965-7228 ouve um som de ocupado ou a frase "este número de telefone não existe". Procurada, a Prefeitura não se manifestou.
A primeira etapa da integração completa hoje uma semana. A Prefeitura subdividiu os trajetos existentes e reestruturou algumas linhas. Segundo o secretário de Planejamento Urbano Ronaldo Alves dos Reis, o número de ônibus circulando na cidade aumentou e a distância percorrida por eles diminuiu.
A mudança foi alvo de críticas por parte dos usuários. Entre as principais queixas estão atraso, mudança nos itinerários, longa espera nos pontos de ônibus e a falta de informações sobre as alterações. A Prefeitura e a EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano) disponibilizaram fiscais e monitores no Terminal Metropolitano. O secretário rebateu as críticas dizendo que os primeiros dias são um período de adaptação. Nesta semana, Reis garantiu estar recebendo informações positivas por parte dos usuários sobre a integração implantada. Os novos itinerários podem ser encontrados no site da Prefeitura (www.hortolandia.sp.gov.br).
O Liberal, 10/03/2012
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