terça-feira, 25 de outubro de 2011

Militantes do MTST deixam área ocupada em Hortolândia

Operação da Polícia Militar para reintegração foi realizada nesta segunda-feira (24) pela manhã no Jardim Minda

A Polícia Militar realizou ontem a reintegração de posse das terras na divisa entre os jardins São Jorge e Minda, onde mais de 500 famílias do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) estavam acampadas desde agosto. A operação começou por volta das 6h da manhã e pegou de surpresa os acampados. Alguns integrantes do movimento reclamaram de truculência dos policiais, mas a ação acabou sendo pacífica. A major do 48º Batalhão da Polícia Militar, Damicélia de Lima Kanno, coordenou a retirada das famílias e afirmou que os policiais estavam apenas cumprindo uma liminar expedida pela Justiça hortolandense e que não houve qualquer reação por parte dos ocupados.

No final da madrugada, cerca de 150 policiais chegaram à Rua Goiás, local do terreno de 71 mil metros quadrado ocupado pelas famílias do MTST. As famílias afirmaram que já sabiam que a reintegração poderia ocorrer a qualquer momento, mas que mesmo assim foram surpreendidas pela ação policial. Para o coordenador Zezito Alves da Silva, a ação poderia ter ocorrido de outra maneira.

"Nós já sabíamos da liminar, sabíamos que ia haver a reintegração. O que nós queríamos era um prazo, uma data, para que nós pudéssemos sair sem pressa, como está sendo agora", criticou. Outro coordenador, Guilherme Simões, também criticou a operação policial. "Não precisava que todas estas viaturas viessem até aqui para que nós saíssemos". Ainda de acordo com ele, grande parte das famílias que estavam acampadas não tem para onde ir.

A Prefeitura informou que equipes de assistência social estão de plantão na Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) do Jardim Minda para atendimento e orientação às famílias do MTST. Em nota, ela também afirmou que mantém a postura de atender famílias que se enquadram nos critérios do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. "Todas as famílias que comprovarem vínculo de, pelo menos, dois anos, com a cidade (por meio de matrícula escolar, contrato de aluguel e outros documentos) serão incluídas no cadastro habitacional do município e beneficiadas com moradias populares", diz a nota. O advogado do MTST, Bruno de Oliveira Pregnolatto, afirmou que vai tentar uma nova negociação para que a liminar que autorizou a reintegração de posse seja suspensa.

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