Um carro e um trem se chocaram na noite de quinta-feira em passagem na Avenida São Francisco de Assis, em Hortolândia
Um carro e um trem se chocaram na noite de quinta-feira (24) na passagem
em nível localizada na Avenida São Francisco de Assis, no bairro Vila
Real, em Hortolândia. O acidente aconteceu por volta das 19h e não
deixou feridos.
De acordo com informações da Polícia Militar, o
veículo, um Chevrolet Corsa, parou sobre a linha e foi atingido pela
composição. O motorista do carro, o carreteiro Marcelo Serafim dos
Santos, relatou que havia freado para evitar a colisão com um ciclista.
O
maquinista afirmou que foram feitos todos os procedimentos de
segurança, mas não houve tempo e espaço suficiente para a frenagem. O
trem carregava uma carga de 80 mil toneladas e arrastou o veículo por
150 metros.
Apesar de contar com sinalização e placas, não há
cancela na passagem de nível e é comum o cruzamento de veículos e
pedestres pouco antes da passagem de trens.
O maquinista relatou
que acionou a buzina e os freios a aproximadamente 200 metros do
veículo parado. Uma composição, no entanto, leva em média de 500 a 1000
metros para parar totalmente após o acionamento da frenagem, segundo
informou, em nota, a assessoria de imprensa da ALL (América Latina
Logística), responsável pelo trecho que corta a região. Após o
acidente, a locomotiva continuou a viagem.
Cancela
Em
setembro de 2010, uma colisão entre um ônibus e um trem matou 10
pessoas em Americana. Assim como em Hortolândia, não havia cancela.
Questionada, a ALL afirma que as cancelas "não são itens obrigatórios de
segurança e sofrem com a ação constante de vândalos, que inviabilizam
sua utilização e comprometem sua confiabilidade".
De acordo com a
concessionária, a manutenção e sinalização das passagens de nível
implantadas nos cruzamentos da via férrea são de responsabilidade do
executor da via mais recente.
"O CTB (Código de Trânsito
Brasileiro), atribui ao Município a competência para implantar, manter e
operar o sistema de sinalização, dispositivos e os equipamentos de
controle viário. Independente disso, a ALL realiza, por iniciativa
própria, o reforço da sinalização passiva nas passagens de nível
críticas, como a pintura de solo", informou a concessionária em nota.
A
Prefeitura de Hortolândia diz que implantou sinalização vertical e
reafirmou a responsabilidade da ALL em reforçar a sinalização no local.
O Liberal, 25/05/2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Motoristas param de novo, agora, para exigir salário
Grevistas exigem equiparação com Americana
Motoristas e cobradores da empresa de ônibus Viação Boa Vista fizeram nova paralisação ontem em Hortolândia para exigir equiparação do piso salarial com colegas de outras empresas que trabalham com o transporte coletivo em Americana. A paralisação - a segunda em menos de 10 dias - afetou cerca de 50 mil passageiros de Hortolândia, Monte Mor e Campinas. Os ônibus voltaram a circular no início da noite, após uma reunião entre representantes da empresa e do sindicato dos grevistas em que a reivindicação foi atendida.
Pela manhã, os motoristas fizeram uma aglomeração na porta da empresa para cobrar uma elevação de R$ 59 nos salários, em uma equiparação com o que é pago por empresas de Americana. Ao final das negociações, ficou acertado que a remuneração passará de R$ 1,4 mil para R$ 1,459. Também foi acordado um aumento no salário dos cobradores, que passou de R$ 832 para R$ 875. Durante a paralisação, um dos funcionários, que pediu para não ser identificado, criticou a situação. "Tem o ano inteiro para acertar e discutir os valores dos salários. Por que esperar chegar até isso?", questionou.
O secretário-geral do sindicato, Nadir Migliorini, explicou que o aumento beneficia todos os empregados que trabalham na área de transportes da empresa, localizada no Jardim Amanda. "São cerca de 800 funcionários entre motoristas, mecânicos, faxineiras e outros. Somente o pessoal de administração não entrou", disse. "Tentamos conversar com a empresa e chegar a um acordo, para não ter esse impasse. Mas não houve acordo até chegar a esta paralisação", frisou.
A EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano) informou que 29 linhas deixaram de circular durante a paralisação. Com isso, foi posto em prática um esquema emergencial, que disponibilizou 50 microônibus do sistema Orca (Operador Regional de Coletivo Autônomo) nas ruas, para atender passageiros. A empregada doméstica Silvana Cristine da Silva, de 28 anos, foi uma das afetadas. "Até dá pra entender a situação deles, só que a gente também é prejudicada. Poderia ser uma paralisação melhor planejada", criticou.
No dia nove deste mês, 360 motoristas e cobradores fizeram uma paralisação pedindo a saída de dois supervisores de transporte, acusados de maltratar os funcionários e incentivar a prática de cobranças ilegais de passagem. Um dia antes, a empresa havia flagrado dois cobradores fraudando o sistema de cobrança. A paralisação durou um dia.
O Liberal, 18/05/2012
Motoristas e cobradores da empresa de ônibus Viação Boa Vista fizeram nova paralisação ontem em Hortolândia para exigir equiparação do piso salarial com colegas de outras empresas que trabalham com o transporte coletivo em Americana. A paralisação - a segunda em menos de 10 dias - afetou cerca de 50 mil passageiros de Hortolândia, Monte Mor e Campinas. Os ônibus voltaram a circular no início da noite, após uma reunião entre representantes da empresa e do sindicato dos grevistas em que a reivindicação foi atendida.
Pela manhã, os motoristas fizeram uma aglomeração na porta da empresa para cobrar uma elevação de R$ 59 nos salários, em uma equiparação com o que é pago por empresas de Americana. Ao final das negociações, ficou acertado que a remuneração passará de R$ 1,4 mil para R$ 1,459. Também foi acordado um aumento no salário dos cobradores, que passou de R$ 832 para R$ 875. Durante a paralisação, um dos funcionários, que pediu para não ser identificado, criticou a situação. "Tem o ano inteiro para acertar e discutir os valores dos salários. Por que esperar chegar até isso?", questionou.
O secretário-geral do sindicato, Nadir Migliorini, explicou que o aumento beneficia todos os empregados que trabalham na área de transportes da empresa, localizada no Jardim Amanda. "São cerca de 800 funcionários entre motoristas, mecânicos, faxineiras e outros. Somente o pessoal de administração não entrou", disse. "Tentamos conversar com a empresa e chegar a um acordo, para não ter esse impasse. Mas não houve acordo até chegar a esta paralisação", frisou.
A EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano) informou que 29 linhas deixaram de circular durante a paralisação. Com isso, foi posto em prática um esquema emergencial, que disponibilizou 50 microônibus do sistema Orca (Operador Regional de Coletivo Autônomo) nas ruas, para atender passageiros. A empregada doméstica Silvana Cristine da Silva, de 28 anos, foi uma das afetadas. "Até dá pra entender a situação deles, só que a gente também é prejudicada. Poderia ser uma paralisação melhor planejada", criticou.
No dia nove deste mês, 360 motoristas e cobradores fizeram uma paralisação pedindo a saída de dois supervisores de transporte, acusados de maltratar os funcionários e incentivar a prática de cobranças ilegais de passagem. Um dia antes, a empresa havia flagrado dois cobradores fraudando o sistema de cobrança. A paralisação durou um dia.
O Liberal, 18/05/2012
Flaskô protesta contra leilões
Funcionários de empresa ocupada apontam risco de desemprego
Cerca de 40 funcionários da Flaskô protestaram ontem em frente à Prefeitura de Sumaré e ao Fórum da cidade contra o leilão de duas máquinas avaliadas em R$ 40 mil e um veículo da fábrica que administrada por operários. Segundo um dos integrantes da comissão dos trabalhadores, Fernando Martins, a medida foi determinada pela Justiça para a quitação de uma dívida entre o antigo dono da empresa e o Governo do Estado. Os leilões ocorreram ontem, no Fórum, mas, não houve arremates.
Durante a tarde, os trabalhadores fizeram uma manifestação na região central da cidade. "Nós só queremos trabalhar em paz. Parem os leilões. Arrematar vai desempregar", dizia uma das faixas do protesto. "Estamos tentando fazer as negociações necessárias. Uma das alternativas é fazer esta manifestação, que é pacífica", comentou Martins. Segundo ele, as máquinas estão em uso na empresa. "Estão funcionando porque nós as recuperamos. Não podemos ficar sem elas", explica o funcionário.
Em março deste ano, o movimento realizou protestos contra os leilões das mesmas máquinas. Para o advogado dos operários da Flaskô, Alexandre Mandel, os leilões dos equipamentos da fábrica vão gerar desemprego. "A dívida é patronal, não dos trabalhadores", afirmou.
Atualmente com 70 empregados, a Flaskô fabrica reservatórios e tonéis plásticos. De acordo com Martins, a fábrica encontra dificuldades para produzir devido à precariedade das condições de trabalho. Os funcionários já buscaram o apoio do prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), para concretizar o processo de desapropriação do local. O petista chegou a enviar um ofício ao Fórum, em solidariedade aos trabalhadores, mas, a situação segue indefinida.
Ocupação
Desde 2003, após o abandono da empresa pelos donos e sucessivos pedidos de falência por credores, trabalhadores ocuparam a planta da fábrica, localizada na região da Área Cura. Eles são responsáveis pela administração das atividades da empresa e instalaram uma vila para abrigar famílias de funcionários e pessoas carentes. Parte das dívidas da empresa estava ligada a atrasos no pagamento de salários e encargos trabalhistas.
O Liberal, 10/05/2012
Cerca de 40 funcionários da Flaskô protestaram ontem em frente à Prefeitura de Sumaré e ao Fórum da cidade contra o leilão de duas máquinas avaliadas em R$ 40 mil e um veículo da fábrica que administrada por operários. Segundo um dos integrantes da comissão dos trabalhadores, Fernando Martins, a medida foi determinada pela Justiça para a quitação de uma dívida entre o antigo dono da empresa e o Governo do Estado. Os leilões ocorreram ontem, no Fórum, mas, não houve arremates.
Durante a tarde, os trabalhadores fizeram uma manifestação na região central da cidade. "Nós só queremos trabalhar em paz. Parem os leilões. Arrematar vai desempregar", dizia uma das faixas do protesto. "Estamos tentando fazer as negociações necessárias. Uma das alternativas é fazer esta manifestação, que é pacífica", comentou Martins. Segundo ele, as máquinas estão em uso na empresa. "Estão funcionando porque nós as recuperamos. Não podemos ficar sem elas", explica o funcionário.
Em março deste ano, o movimento realizou protestos contra os leilões das mesmas máquinas. Para o advogado dos operários da Flaskô, Alexandre Mandel, os leilões dos equipamentos da fábrica vão gerar desemprego. "A dívida é patronal, não dos trabalhadores", afirmou.
Atualmente com 70 empregados, a Flaskô fabrica reservatórios e tonéis plásticos. De acordo com Martins, a fábrica encontra dificuldades para produzir devido à precariedade das condições de trabalho. Os funcionários já buscaram o apoio do prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), para concretizar o processo de desapropriação do local. O petista chegou a enviar um ofício ao Fórum, em solidariedade aos trabalhadores, mas, a situação segue indefinida.
Ocupação
Desde 2003, após o abandono da empresa pelos donos e sucessivos pedidos de falência por credores, trabalhadores ocuparam a planta da fábrica, localizada na região da Área Cura. Eles são responsáveis pela administração das atividades da empresa e instalaram uma vila para abrigar famílias de funcionários e pessoas carentes. Parte das dívidas da empresa estava ligada a atrasos no pagamento de salários e encargos trabalhistas.
O Liberal, 10/05/2012
Paralisação atinge 60 mil pessoas em Hortolândia e região
Motoristas e cobradores da empresa Boa Vista paralisam linhas em três cidades da região
Uma paralisação por parte de motoristas e cobradores da empresa de ônibus Boa Vista deixou ontem 60 mil usuários sem transporte coletivo em Hortolândia, Monte Mor e Campinas. Os trabalhadores exigem a saída de dois supervisores da empresa, a quem acusam de maus-tratos. Para o diretor de comunicação da empresa, Paulo Barddal, a paralisação é uma retaliação motivada por denúncias da Boa Vista contra dois cobradores, que teriam fraudado o sistema de cobrança de passagens. O sindicato da categoria não apoia a paralisação e não ficou definido ontem se o movimento continua.
Desde o início da jornada de trabalho, às 4h, 179 ônibus não saíram às ruas e 360 funcionários cruzaram os braços em frente à garagem da empresa, no bairro Jardim Amanda, em Hortolândia, para pedir as demissões. "Estamos parados para pedir a saída dos supervisores. Eles nos agem como ditadores. Não tem diálogo. O pessoal não quer mais isso", afirmou o motorista Aldair José dos Santos.
Na segunda-feira, a empresa registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil para denunciar o desvio de passagens pelos cobradores. Câmeras instaladas nos veículos teriam flagrado a fraude, segundo Barddal. Há dois meses, uma reportagem exibida pela EPTV Campinas denunciou que funcionários da empresa praticavam cobranças ilegais da tarifa. Ao invés de pagar o preço normal de R$ 3,05 e embarcar pela porta da frente dos ônibus, usuários pagavam R$ 2 e entravam pela porta de trás, sem passar pelas catracas. Imagens gravadas com uma câmera escondida e veiculadas pela emissora mostram cobradores embolsando o dinheiro.
Após a denúncia, a empresa demitiu quatro funcionários por justa causa. Na época, motoristas e cobradores fizeram uma paralisação para acusar supervisores de incentivarem a fraude e exigir o pagamento de benefícios trabalhistas aos suspeitos. A Boa Vista negou as acusações, mas adiou a demissão imediata dos funcionários.
Para Barddal, a paralisação de ontem foi uma retaliação à denúncia de fraude. O diretor criticou o movimento porque o pedido de demissão dos supervisores seria para que cobradores pudessem "atuar de forma mais tranquila". "A empresa não negocia este tipo de coisa", disse. Segundo ele, os cobradores devem ser ouvidos pela polícia.
Providências
Para garantir o transporte de passageiros da Boa Vista no período da tarde, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) providenciou a transferência de parte da frota do eixo Sumaré-Campinas para o eixo Campinas-Hortolândia-Monte Mor, com 50 veículos.
O Liberal, 09/05/2012
Uma paralisação por parte de motoristas e cobradores da empresa de ônibus Boa Vista deixou ontem 60 mil usuários sem transporte coletivo em Hortolândia, Monte Mor e Campinas. Os trabalhadores exigem a saída de dois supervisores da empresa, a quem acusam de maus-tratos. Para o diretor de comunicação da empresa, Paulo Barddal, a paralisação é uma retaliação motivada por denúncias da Boa Vista contra dois cobradores, que teriam fraudado o sistema de cobrança de passagens. O sindicato da categoria não apoia a paralisação e não ficou definido ontem se o movimento continua.
Desde o início da jornada de trabalho, às 4h, 179 ônibus não saíram às ruas e 360 funcionários cruzaram os braços em frente à garagem da empresa, no bairro Jardim Amanda, em Hortolândia, para pedir as demissões. "Estamos parados para pedir a saída dos supervisores. Eles nos agem como ditadores. Não tem diálogo. O pessoal não quer mais isso", afirmou o motorista Aldair José dos Santos.
Na segunda-feira, a empresa registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil para denunciar o desvio de passagens pelos cobradores. Câmeras instaladas nos veículos teriam flagrado a fraude, segundo Barddal. Há dois meses, uma reportagem exibida pela EPTV Campinas denunciou que funcionários da empresa praticavam cobranças ilegais da tarifa. Ao invés de pagar o preço normal de R$ 3,05 e embarcar pela porta da frente dos ônibus, usuários pagavam R$ 2 e entravam pela porta de trás, sem passar pelas catracas. Imagens gravadas com uma câmera escondida e veiculadas pela emissora mostram cobradores embolsando o dinheiro.
Após a denúncia, a empresa demitiu quatro funcionários por justa causa. Na época, motoristas e cobradores fizeram uma paralisação para acusar supervisores de incentivarem a fraude e exigir o pagamento de benefícios trabalhistas aos suspeitos. A Boa Vista negou as acusações, mas adiou a demissão imediata dos funcionários.
Para Barddal, a paralisação de ontem foi uma retaliação à denúncia de fraude. O diretor criticou o movimento porque o pedido de demissão dos supervisores seria para que cobradores pudessem "atuar de forma mais tranquila". "A empresa não negocia este tipo de coisa", disse. Segundo ele, os cobradores devem ser ouvidos pela polícia.
Providências
Para garantir o transporte de passageiros da Boa Vista no período da tarde, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) providenciou a transferência de parte da frota do eixo Sumaré-Campinas para o eixo Campinas-Hortolândia-Monte Mor, com 50 veículos.
O Liberal, 09/05/2012
Prefeito de Hortolândia terá que explicar contrato
Câmara aprovou requerimento formulado pela bancada de oposição que pede explicações sobre contrato com a Delta
O prefeito de Hortolândia Ângelo Augusto Perugini (PT) terá que dar explicações sobre o contrato de R$ 1,1 milhão firmado em 2007 com a empreiteira Delta Construções S/A, julgado irregular pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo). Na sessão da Câmara de ontem, vereadores aprovaram o requerimento da bancada de oposição que pedia informações dos serviços prestados pela empresa no município. O documento é de autoria dos parlamentares Lenivaldo Pauliuki (PSDB), George Burlandy (PR), Edvan Campos de Albuquerque (PMDB) e Jair Padovani (PSDB). Perugini terá quinze dias úteis para responder aos questionamentos.
Ontem, Pauliuki utilizou a tribuna livre para comentar o requerimento. "Queremos saber detalhes deste contrato, que obras foram feitas e onde foram feitas, por exemplo. Nós julgamos isso de suma importância em função de tudo o que está acontecendo", declarou o tucano. A Delta é investigada pela Polícia Federal e por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso Nacional que envolve o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). A empresa é acusada de fraudar licitações e contratos com diversos órgãos públicos no país.
Em 2009, o TCE julgou irregular o contrato entre a empreiteira e a Prefeitura de Hortolândia, que previa a execução de obras de infraestrutura na cidade. Segundo o órgão, a Prefeitura não poderia ter utilizado os valores da Ata de Registro de Preços feita em uma concorrência do município de Campinas para a contratação da Delta. A Administração hortolandense recorreu da decisão, mas a defesa foi rejeitada pelo órgão em acórdão publicado em janeiro deste ano. Ao TCE, a Prefeitura afirmou que o contrato foi cumprido "a contento" e não houve indício de "prejuízo algum ao erário". A decisão do Tribunal, no entanto, é definitiva.
Americana
Em Americana, a Comissão de Acompanhamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Drenagem, formada na Câmara, investiga a ligação da empreiteira com as denúncias de desvios públicos que estouraram em Brasília (DF). A Delta integra o Consórcio Parque, responsável pelas obras na Avenida Brasil. As obras na cidade, que devem chegar a R$ 75 milhões, também são investigadas através de inquéritos pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal.
O Liberal, 08/05/2012
O prefeito de Hortolândia Ângelo Augusto Perugini (PT) terá que dar explicações sobre o contrato de R$ 1,1 milhão firmado em 2007 com a empreiteira Delta Construções S/A, julgado irregular pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo). Na sessão da Câmara de ontem, vereadores aprovaram o requerimento da bancada de oposição que pedia informações dos serviços prestados pela empresa no município. O documento é de autoria dos parlamentares Lenivaldo Pauliuki (PSDB), George Burlandy (PR), Edvan Campos de Albuquerque (PMDB) e Jair Padovani (PSDB). Perugini terá quinze dias úteis para responder aos questionamentos.
Ontem, Pauliuki utilizou a tribuna livre para comentar o requerimento. "Queremos saber detalhes deste contrato, que obras foram feitas e onde foram feitas, por exemplo. Nós julgamos isso de suma importância em função de tudo o que está acontecendo", declarou o tucano. A Delta é investigada pela Polícia Federal e por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso Nacional que envolve o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). A empresa é acusada de fraudar licitações e contratos com diversos órgãos públicos no país.
Em 2009, o TCE julgou irregular o contrato entre a empreiteira e a Prefeitura de Hortolândia, que previa a execução de obras de infraestrutura na cidade. Segundo o órgão, a Prefeitura não poderia ter utilizado os valores da Ata de Registro de Preços feita em uma concorrência do município de Campinas para a contratação da Delta. A Administração hortolandense recorreu da decisão, mas a defesa foi rejeitada pelo órgão em acórdão publicado em janeiro deste ano. Ao TCE, a Prefeitura afirmou que o contrato foi cumprido "a contento" e não houve indício de "prejuízo algum ao erário". A decisão do Tribunal, no entanto, é definitiva.
Americana
Em Americana, a Comissão de Acompanhamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Drenagem, formada na Câmara, investiga a ligação da empreiteira com as denúncias de desvios públicos que estouraram em Brasília (DF). A Delta integra o Consórcio Parque, responsável pelas obras na Avenida Brasil. As obras na cidade, que devem chegar a R$ 75 milhões, também são investigadas através de inquéritos pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal.
O Liberal, 08/05/2012
Obras vão beneficiar 500 mil, aponta o governo
Três cidades serão beneficiadas por marginais e terceira faixa na Rodovia Anhanguera
As obras de ampliação das pistas da Rodovia Anhangüera (SP-330) devem beneficiar 500 mil pessoas nas cidades de Americana, Sumaré e Nova Odessa, de acordo com estimativa da Secretaria estadual de Transportes.
As melhorias vão proporcionar a reordenação do tráfego urbano e de longa distância, maior fluidez de tráfego e mais segurança aos usuários.
A construção de marginais e de terceira faixa na região teve início ontem com a presença do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), em Sumaré.
Serão construídos 26 quilômetros de marginais, entre os kms 103 e 120, em Sumaré, e 15,4 quilômetros de terceiras faixas entre os kms 120 e 128, em Americana.
Segundo a Concessionária Autoban, responsável pelas obras, os investimentos chegam a R$ 85 milhões.
Outras obras em trechos próximos a Jundiaí e a Louveira também estão no pacote, que totaliza R$ 142 milhões.
As obras em Sumaré devem durar até abril do ano que vem.
O governo estadual e a concessionária anunciaram também a demolição e reconstrução de cinco passarelas de pedestres próximas a bairros de Sumaré.
Quatro viadutos serão construídos nos kms 115 e 119 (dois para cada sentido) e outro no quilômetro 113 será reconstruído.
Ao lado do secretário estadual de Logística e Transportes, Saulo de Castro, e do prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), o Alckmin ressaltou a importância das obras para a segurança de motoristas e moradores.
"Por aqui passam mais de 80 mil veículos por dia; próximo a Campinas, outros 104 mil. Dará mais fluidez e segurança no tráfego regional e a todos os que percorrem a Rodovia Anhangüera", declarou.
O governador também ressaltou o crescimento regional e exaltou a RMC (Região Metropolitana de Campinas).
"Esta região é motor (de São Paulo) pela sua força econômica e cérebro pelas universidades, pelo avanço tecnológico e pelas empresas de ponta que possui", destacou.
Viaduto
O prefeito de Sumaré afirmou que prossegue a negociação para a construção de um viaduto entre o Parque Bandeirantes e o Jardim Nova Europa, em Hortolândia, prometida há três anos.
"O governador deu ciência, nós temos reunião marcada na próxima semana e uma visita por parte da Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado), da Autoban e do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) para que possamos fazer a interligação entre os bairros", informou.
Atualmente, para cruzar de um bairro a outro, os pedestres têm de passar pela linha férrea que divide as duas cidades.
O Liberal, 05/05/2012
As obras de ampliação das pistas da Rodovia Anhangüera (SP-330) devem beneficiar 500 mil pessoas nas cidades de Americana, Sumaré e Nova Odessa, de acordo com estimativa da Secretaria estadual de Transportes.
As melhorias vão proporcionar a reordenação do tráfego urbano e de longa distância, maior fluidez de tráfego e mais segurança aos usuários.
A construção de marginais e de terceira faixa na região teve início ontem com a presença do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), em Sumaré.
Serão construídos 26 quilômetros de marginais, entre os kms 103 e 120, em Sumaré, e 15,4 quilômetros de terceiras faixas entre os kms 120 e 128, em Americana.
Segundo a Concessionária Autoban, responsável pelas obras, os investimentos chegam a R$ 85 milhões.
Outras obras em trechos próximos a Jundiaí e a Louveira também estão no pacote, que totaliza R$ 142 milhões.
As obras em Sumaré devem durar até abril do ano que vem.
O governo estadual e a concessionária anunciaram também a demolição e reconstrução de cinco passarelas de pedestres próximas a bairros de Sumaré.
Quatro viadutos serão construídos nos kms 115 e 119 (dois para cada sentido) e outro no quilômetro 113 será reconstruído.
Ao lado do secretário estadual de Logística e Transportes, Saulo de Castro, e do prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT), o Alckmin ressaltou a importância das obras para a segurança de motoristas e moradores.
"Por aqui passam mais de 80 mil veículos por dia; próximo a Campinas, outros 104 mil. Dará mais fluidez e segurança no tráfego regional e a todos os que percorrem a Rodovia Anhangüera", declarou.
O governador também ressaltou o crescimento regional e exaltou a RMC (Região Metropolitana de Campinas).
"Esta região é motor (de São Paulo) pela sua força econômica e cérebro pelas universidades, pelo avanço tecnológico e pelas empresas de ponta que possui", destacou.
Viaduto
O prefeito de Sumaré afirmou que prossegue a negociação para a construção de um viaduto entre o Parque Bandeirantes e o Jardim Nova Europa, em Hortolândia, prometida há três anos.
"O governador deu ciência, nós temos reunião marcada na próxima semana e uma visita por parte da Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado), da Autoban e do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) para que possamos fazer a interligação entre os bairros", informou.
Atualmente, para cruzar de um bairro a outro, os pedestres têm de passar pela linha férrea que divide as duas cidades.
O Liberal, 05/05/2012
Prefeito nega irregularidades em contrato com empreiteira
Perugini afirma que desconhece fraudes apontadas pelo MP
Em entrevista exclusiva ao LIBERAL, ontem, no Palácio das Águas, sede do Poder Executivo de Hortolândia, o prefeito Ângelo Augusto Perugini (PT) negou que haja qualquer irregularidade na licitação e no contrato firmado com a empresa O. O. Lima Empresa Limpadora. "Não existiu jamais nenhuma participação da Prefeitura em qualquer coisa ilícita fornecida pela O. O. Lima", garantiu.
Em fevereiro, o Ministério Público pediu à Justiça que o prefeito perca o cargo e tenha os direitos políticos suspensos de oito a dez anos. Perugini teria sido conivente com irregularidades cometidas na contratação e execução de serviços da limpadora. O MP encaminhou ao Poder Judiciário uma ação civil pública afirmando que as irregularidades teriam causado prejuízo de mais de R$ 2,9 milhões ao município e enriquecimento ilícito dos envolvidos. O processo está em andamento.
O promotor Marcelo Di Giácomo Araújo entendeu que os serviços executados por funcionários da O. O. Lima não recebiam por horas trabalhadas e sim com base em 220 horas, independente do encargo. Perugini alegou que outros órgãos públicos também praticam o mesmo tipo de pagamento e disse que recomendou à Secretaria de Finanças uma redução de custos com os serviços executados pela empresa. Em setembro de 2010, após o caso se tornar público, foi aplicada uma redução de 220 para 180 horas à empresa. O contrato com a empreiteira foi rompido em julho do ano passado.
A apuração da Promotoria baseou-se em interceptações telefônicas realizadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), mas Araújo afirmou, contudo, que não há citações de pagamentos diretos a Perugini e ao secretário de Obras, Marcelo Borges. "Há conversas entre pessoas do grupo que controla a empresa mencionando pagamento de valores a servidores de Hortolândia. Para mim, a soma destes fatores leva a crer que tanto o prefeito quanto o secretário foram coniventes com essa fraude", afirmou o promotor, em fevereiro.
"Nós jamais recebemos nada. Eu não sei quem são. Nunca vi. Nunca participo do processo licitatório. O MP investigou nosso contrato, a Câmara ficou um ano com a CEI (comissão de investigação) e ninguém teve nada para falar", rebateu o petista.
O Liberal, 03/05/2012
Em entrevista exclusiva ao LIBERAL, ontem, no Palácio das Águas, sede do Poder Executivo de Hortolândia, o prefeito Ângelo Augusto Perugini (PT) negou que haja qualquer irregularidade na licitação e no contrato firmado com a empresa O. O. Lima Empresa Limpadora. "Não existiu jamais nenhuma participação da Prefeitura em qualquer coisa ilícita fornecida pela O. O. Lima", garantiu.
Em fevereiro, o Ministério Público pediu à Justiça que o prefeito perca o cargo e tenha os direitos políticos suspensos de oito a dez anos. Perugini teria sido conivente com irregularidades cometidas na contratação e execução de serviços da limpadora. O MP encaminhou ao Poder Judiciário uma ação civil pública afirmando que as irregularidades teriam causado prejuízo de mais de R$ 2,9 milhões ao município e enriquecimento ilícito dos envolvidos. O processo está em andamento.
O promotor Marcelo Di Giácomo Araújo entendeu que os serviços executados por funcionários da O. O. Lima não recebiam por horas trabalhadas e sim com base em 220 horas, independente do encargo. Perugini alegou que outros órgãos públicos também praticam o mesmo tipo de pagamento e disse que recomendou à Secretaria de Finanças uma redução de custos com os serviços executados pela empresa. Em setembro de 2010, após o caso se tornar público, foi aplicada uma redução de 220 para 180 horas à empresa. O contrato com a empreiteira foi rompido em julho do ano passado.
A apuração da Promotoria baseou-se em interceptações telefônicas realizadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), mas Araújo afirmou, contudo, que não há citações de pagamentos diretos a Perugini e ao secretário de Obras, Marcelo Borges. "Há conversas entre pessoas do grupo que controla a empresa mencionando pagamento de valores a servidores de Hortolândia. Para mim, a soma destes fatores leva a crer que tanto o prefeito quanto o secretário foram coniventes com essa fraude", afirmou o promotor, em fevereiro.
"Nós jamais recebemos nada. Eu não sei quem são. Nunca vi. Nunca participo do processo licitatório. O MP investigou nosso contrato, a Câmara ficou um ano com a CEI (comissão de investigação) e ninguém teve nada para falar", rebateu o petista.
O Liberal, 03/05/2012
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